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Pimenta na Língua

Tudo sobre alguém que não tem papas na língua

Sustos e mais sustos

Vejam só esta partida num hosputal de crianças abandonado, onde muitas pessoas vão para tirar fotografias. Eu sei que dá para perceber muito bem que é alguém que está lá por dentro de toda a máscara, mas estando ali, e aparecendo aquela coisa à frente niguém pensa nisso. Eu acho que se não me desse um ataque cardíaco me mandava pela janela!

 

A má educação e o mau de ser pequena

Como grande parte das pessoas sabe, hoje em dia, as escolas têm um sistema de cartões magnéticos, que permite aos alunos darem entrada e saída na escola, comprarem senhas de  refeição, comida no bar, etc.

Esta semana precisava de ir a um agrupamento de escolas para me validarem uns papéis, e lá fui eu na quarta-feira.

Dirigi-me à portaria, expliquei o que ia fazer, deram-me um papel para ser assinado nos serviços administrativos, onde tinha de resolver o assunto, e posteriormente voltar a entregar o papel à saída.

Eu, pessoa de metro e meio e que aparenta 16 anos de idade, mas que na realidade tem 25, dirigi-me aos serviços administrativos. Assim que abro a porta, sem ter tempo para abrir a boca sequer, sou surpreendida por uma das 6 ou 7 senhoras (se não eram mais) que lá se encontravam:

- O TEU CARTAO????? (Com um ar sério, sem ter mexido o cú da cadeira e a gritar)

Eu olhei para a senhora com cara de parva, pensei que ela me estava a confundir com um aluno (óbvio) e disse:

 - Olá, primeiro que tudo boa tarde. Eu não tenho cartão, na verdade venho aqui validar o certificado do meu Mestrado.

A mulher ao aperceber-se que devia ter ficado calada, olhou rapidamente para uma colega para ser essa mesma colega a atender-me e ali ficou sentada, com ar de chateada e ao mesmo tempo de superioridade, mas claro que com um tom de pele mais avermelhado. Não me dirigiu mais uma única palavra, nem um pedido desculpa, nem uma boa tarde quando saí.

Tenho a minha teoria que ela me viu entrar sem passar o cartão, logo calculou que eu, enquanto aluna me tinha esquecido do cartão em casa, e estava pronta para me dar um valente sermão.

Claro que assim que saí porta fora me deu uma enorme vontade de rir por mais uma vez ter sido confundida por uma criança. Não fiquei chateada com isso, mas logo de seguida fiquei a pensar como é que alguém que trabalha numa escola, onde a educação deveria estar em primeiro lugar, se dirige a uma criança ou a um jovem sem dizer um olá e o que diz é a gritar e num tom super agressivo? Será que esta gente não tem filhos? Será que gostariam que os seus filhos fossem assim tratados por uma simples funcionária mal educada e sem vontade nenhuma de estar a trabalhar? Parece-me que não, mas também não me parece que este tipo de pessoas reflictam sobre o assunto.

Mas depois, também tenho quase a certeza, que este tipo de pessoas que fala assim com os jovens, devem ser os primeiros que vão para a rua dizer que as crianças e os jovens são cada vez mais mal educados. Claro que são, se na própria escola são tratados aos berros, não me admira.

 

E o trabalho? Nada

Ando sempre sobressaltada como telefone. Se ele toca, a primeira coisa que me  vem ao pensamento, é que poderá ser alguém para marcar uma entrevista , ou mesmo para dizer que fiquei com o lugar. Mas nada...disso. E ontem claro, soube novamente que não tinha ficado com m lugar, mas sim uma colega minha. Confesso que fiquei feliz por ela porque está à mais tempo desempregada e tem as despesas de cada dela todas (coisa que eu não tenho), mas como é óbvio estou tristíssima comiga. Não consigo arranjar a porcaria de um trabalho, à minha volta ninguém consegue perceber que eu começo a ficar seriamente desesperada. Por este andar, só vou conseguir juntar um dinheirito para sair de casa com quase quarenta anos e só conseguirei ter dinheiro para sustentar um filho quando já tiver na menopausa e aí já não há nada a fazer.

Vida de merda esta minha vida.

 

A cria tem 6 meses

Parece que não, mas o blog já vai fazer 6 meses. E já devia ter feito muitos mais, porque a ideia de criar um blog já tem muito mais tempo. E ainda bem que tomei a inciativa, porque isto faz-me bem, passou a ser um dos meus melhores amigos. Aqui, escrevo, rio, choro e ele cá está sempre para me aturar, para me ver chorar e rir e o melhor de tudo, sem me julgar pois está claro. Por enquanto, que isto pelos blogs nunca se sabe, e qualquer dia devo ter para aí alguém com alguma coisa contra aquilo que eu digo e sem problemas para falar!

 

Obrigada a quem por aqui passa de vez em quando.

As pessoas

Sempre tive alguma difulcade em fazer o que a frase cá em baixo diz.

Tenho a capacidade de me entregar ao máximo às pessoas, de fazer muita coisa por elas, defendê-las quando se calhar nem têm toda a razão. Estou sempre lá , para aqueles de quem eu gosto verdadeiramente.

Tenho pena é de vir a descobrir com o tempo, que essas pessoas nem sempre estão lá, ou que só estão quando são elas a precisar... Então de à uns tempos para cá começei a fazer exatamente o que diz em baixo. E tenho a certeza que assim vou ser muito mais feliz.





Pérolas nas sessões do Centro de Emprego

Tal como escrevi no post anterior, recebi uma carta do centro de emprego, na qual me informava que teria uma reunião, daqueles que temos mesmo de ir, caso contrário suspendem a nossa inscrição, e o tema da reunião era acerca de propostas de formação, tendo em conta a informação que tnham da minha inscrição no centro. Ainda antes de ir, passei pela caixa de correio, e já la tinha outra carta, para uma próxima reunião na semana que vem. E pronto, lá fui.

Sala quase cheia, deviamos ser umas 100 pessoas e quando o homem começa a falar, começo a questionar-me acerca da minha presença naquela reunião e a constatar que aquilo nada tinha a ver com o que referi na minha inscrição. Então de que se tratava, de Cet's de megatrónica, e cursos técnicos de refrigeração e de electrónica, e com duranção de dois anos. Ou seja, algo excluído logo de início. Mas depois lá me apercebi de umas formações de línguas, e eu não sou grande entendida e gostava de ser, no final acabei por me inscrever.

Mas o mais engraçado de toda a reunião, e que não era para ter graça nenhuma, já ia a reunião em 30 minutos, e uma moça, que nãio devia ter nada da cabeça, mete o dedo no ar e espera pela sua vez para falar:

 - Há ali uma menina com uma questão. (psicólogo)

 - Faça favor de falar. (senhor que estava a explicar aquelas coisas todas)

 - Olhe desculpe, mas quem não está interessado pode sair??!

 

Oi? Fiquei com a ideia que naquele momento toda a gente se virou para trás, com o intuito de tentar perceber quem é que tinha dito aquilo, quem é que não tinha percebido que aquilo era uma sessão obrigatória. Fiquei com vontade de rir, mas o senhor ficou tristissimo. Disse-lhe que como era óbvio não podia sair que era uma falta de respeito para com a sua pessoa, e que se ela o quisesse fazer que fosse entregar a carta à entrada a dizer que se tinah vindo embora, que ele não ficava com ela.

 

E pronto, isto é parte das parvoíces que se vai ouvindo por gente que não tem trabalho, ainda se deve chorar em frente aos outros por não ter trabalho, mas que no fundo (não deve ser assim tão no fundo) gosta é de estar sem fazer nada.

Centro de emprego

Daqui a nada lá vou eu à minha 2º palestra do centro de emprego. Espero que seja bem mais útil que a primeira, já que na primeira fui para ser informada daquilo que já sabia.

Vamos lá ver o que é desta vez, era bom que fosse: Tenho aqui imensas propostas para a sua área.

Ahah, sonha Rita, vai sonhando.

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