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Pimenta na Língua

Tudo sobre alguém que não tem papas na língua

Setembro, o mês de viragem

Há quem diga que o mês de setembro  é um mês de recomeço. Há quem faça planos e trace objectivos a cumprir a partir de Setembro, como se nos estivessemos a aproximar da passagem de ano com todas as promessas e mais alguma. Mas por outro lado, há também aqueles, que tal como eu, não ligam nenhuma ao mês de setembro. Para mim,e até agora, só deu alguma importância em tempos de escola devido ao início do ano lectivo.

Este ano é diferente. Nunca um mês de Setembro teve tanta importância na minha vida como este terá. Setembro, será para mim um dos meses mais importantes, mais marcantes, mais desafiantes, mais tudo.  Vai ser o mês em que vou meter um ponto final neste tédio, neste desespero e nesta angústia porque tenho passado os últimos dois anos.

Consegui finalmente ficar um lugar que tanto queria. Há uns tempos candidatei-me a um estágio PEPAL de uma autarquia com duração de 12 meses e consegui ficar com o  lugar. É meu! É mesmo meu. É o meu nome que lá está na lista de pessoas colocadas. Nem queria acreditar quando recebi o telefonema e vi o e-mail. Mas felizmente era bem verdade. Assinei o contrato hoje e terça-feira lá estarei a dar o melhor de mim.

Estou feliz, muito feliz e tão agradecida por ter conseguido este lugar na minha área de formação, mesmo que seja um estágio com duração de 12 meses.

Por aqui só me falta mesmo lançar foguetes, sou a pessoa mais feliz do mundo.

E as novidades???

São pequeninas, mas aos poucos as coisas vão-se compondo!!!

Sabem o que é estar no sítio certo à hora certa?? Eu aprendi isso no meu dia de aniversário. Apareci no sítio certo à hora certa e dei de caras com alguém com um projecto interessante e que queria alguém de confiança da minha área para dar iníco a esse projecto. E quem é esse alguém de confiança? Se tudo correr bem e não tiver os azares que costumo ter, esse alguém serei eu. Por enquanto, enquanto a coisa não avança (está previsto para final de maio), ando a trabalhar duas áreas para essa mesma pessoa!

E pronto? As novidades não são assim tão grandes por enquanto, mas é muito melhor que nada.

Nem queria estar a contar nada disto por agora, tendo em conta que o meu azar tem sido tanto, mas é uma questão de acreditar, fazer figas e pensar que chegou a minha vez!!!

Eu ainda lá ando

Dei início ao curso de espanhol há umas semanas.

Só esta semana já desistiram dois alunos e pelos melhores motivos. Um arranjou um estágio profissional na sua área, e outra também conseguiu um contrato de trabalho de um ano também na área dela (que por acaso também é a minha). Mas é aqui que me sinto dividida. Fico feliz por terem arranjado trabalho, fico com esperança que também me aconteça a mesma coisa, mas depois ainda aqui estou, ainda continuo a ir ao Espanhol e desempregada.

É triste viver aqui...

Tenho dias em que consigo estar bem. Consigo "esquecer" por momentos que não tenho trabalho, que tenho uma vida pela frente que devia estar encaminhada e já devia estar fora da casa dos pais.  E nesses dias, em que esqueço, consigo estar feliz. Depois, há dias em que só me aptece desaparecer, que nada para mim  faz sentido, penso que nunca deveria ter ido para a universidade, que estaria bem melhor agora se tivesse arranjado trabalho numa loja em vez de ir estudar.

Tenho vergonha de viver num país que só emprega gente que tem conhecimentos nas empresas, nas intituições, onde quer que seja. Tenho pena de viver num país onde predomina o factor Cunha e não o factor competência, num país que mete os desempregados a fazer formações que nada têm a ver com a área em que estudámos, simplesmente para baixar números de desemprego.

É triste ter que ir embora, deixar família, amigos. Mas se não for assim, este país não nos traz futuro. Já pensei em ir embora, e acho que é isso que tenho de fazer muito brevemente.

 

 

o lugar da loja...

A entrevista da loja de roupa?

Éramos três na loja "a fazer de vendedoras" para ver quem ficava. Eu, uma outra rapariga simpática e uma que de simpática não tinha muito, e que também não atendeu ninguém. A cliente mistério só veio ter comigo e com a outra que também era simpática e que por acaso depois de saírmos de lá ficámos na conversa e trocámos números. O que combinámos? Se fosse uma de nós a ficar com o lugar avisávamos.

Conclusão: Quem ficou foi a outra.

 

Continuo com a sorte de sempre.

Odeio cunhas!

Na quinta feira fui a uma entrevista de emprego. Aliás, fui a duas: uma para a minha área e outra para uma loja de roupa.

Mas a da minha área que era a mais importante não poderia ter corrido melhor. Adorei o ambiente, achei as pessoas super simpáticas e as condições óptimas. Correu tão bem. Fiquei com tanta esperança. Mas verdade seja dita, tem corrido sempre bem e nunca fico em lado nenhum. Há um ano que estou numa maré de azar que teima em não terminar.

Na sexta feira uma amiga minha liga-me e diz "Consegui saber que a vaga a que te candidaste já está ocupada, que mesmo antes de fazerem as entrevistas já sabiam quem ia ocupar o cargo, mas fizeram as entrevistas na mesma!"

Hoje uma das senhoras que me fez a entrevista liga-me e diz "Gostámos imenso do seu currículo, mas infelizmente não foi a seleccionada. Qualquer das formas, como gostámos muito de si vamos guardar o seu currículo e chamamo-la numa próxima! Peço imensa desculpa, mas dejo-lhe muita sorte porque a merece"

Uma próxima vez demora muito tempo, precisava mesmo era para agora.

Já disse que odeio cunhas?

 

ODEIO CUNHAS!!!!!

A entrevista de 6ª feira...

Ainda não vos contei, mas nunca passei por uma entrevista tão horrível como aquela.  Não desejo a ninguém acreditem.

Primeiro já sabia de três pessoas que já lá tinham estado a fazer estágio profissional e tinham desistido, já sabia do ambiente, que não seria melhor. Mas mesmo assim, lá fui. A medo, mas fui.

18 pessoas sentadas numa sala em frente a 3 outras que estavam a entrevistar. Uma de pé, a olhar para nós, a rir, com ar de gozo e aos segredinhos com a outra (durante 2 horas). A patroa que mal começou a falar, começou aos berros e a dizer mal de todas as outras que lá tinham estado antes. Mas dizer mal é pouco. Porque acho que se a muher lhes pudesse ter batido, era isso que tinha feito.  Ao olhar para o lado, verifiquei muitas das que lá estavam, encontravam-se tão assustadas como eu. Fiquei com a sensação de um ambiente de trabalho horrível, onde nínguém era feliz, e todos se tentavam lixar uns aos outros.

A conversa chegou a um ponto em que ela pergunteu se alguem queria ir embora por não estar a gostar das condições. Fiquei com a sensação de que ninguém saiu por vergonha. Eu, não saí por vergonha. E as minhas 2 colegas que estudaram comigo e que também lá estavam não saíram por vergonha.

Podia ficar aqui umas duas horas a descrever a entrevista, o quão mau foi, e a tentar perceber como é que as pessoas podem ser más. Sim, porque aquilo ultrapassa a exigência, mas enfim. Acredito, e pelo que sei de quem lá andou, que quem lá trabalha seja tudo farinha do mesmo saco.

Não consigo perceber como é que alguém pode estar a entrevistar uma data de gente, com uma atitude de criança  de 8 anos, só a gozar, aos segredos, às bocas e a escrever nos currículos, a meter pontos de interrogação e passar a quem está a fazer as questões e essa mesma pessoa não perceber e perguntar em voz alta o que era aquilo. A olharem para os currículos e estarem sempre a apontar e a rir. Enfim, alguém me explique que raio de exemplo é este, sem ser de como não fazer uma entrevista.

Ah, esqueci-me do ridículo que é escolher 5 pessoas para cada uma delas estar 2 semanas à experiência e só ao fim de 2 meses e meio escolher uma.

Ahah. Que engraçado, ter quem trabalhe à borla durante 2 meses e meio é sempre tão bom!