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Pimenta na Língua

Tudo sobre alguém que não tem papas na língua

Qualquer dia dou-me mal!

Há uma senhora pequenina, com uns 50 anos na minha formação. E eu só percebi que a senhora era uma senhora e não um senhor no final da primeira aula. Não tenho nada contra senhoras que se vestem à senhor, têm cabelo à senhor e a cara também lá anda perto. O pior, é que ao falar com a formadora a dizer que me encontrava na mesma situação que ela aos transportes, disse que me encontrava na mesma situação que o senhor. Dei-me bem porque não ouviu, mas se ouvisse, provavelmente fazia questão de me dizer que era uma mulher!!!

Hoje, estávamos numa mesa em forma de "U" e a minha colega comenta "Olha que engraçado, hoje ficaram as mulheres daqui e os homens dali". Quando olho para verfiicar tal coisa, reparo que não era bem assim, claro.

Acreditem, feminino, só mesmo o nome!

 

Baby Boom!

Parece que decidiu tudo engravidar!

Tenho tanta, mas tanta gente à minha volta que vai ser pai/mãeque até tou parva. Tenho pelo menos 5 pessoas que irão contribuir para o aumento da natalidade. Procriai jovens, procriai que eu quero trabalhar, quantos mais bebés melhor.

Só há aqui um senão: estão-me a passar a vontade a mim de também querer entrar nessa onda.

 

A entrevista de 6ª feira...

Ainda não vos contei, mas nunca passei por uma entrevista tão horrível como aquela.  Não desejo a ninguém acreditem.

Primeiro já sabia de três pessoas que já lá tinham estado a fazer estágio profissional e tinham desistido, já sabia do ambiente, que não seria melhor. Mas mesmo assim, lá fui. A medo, mas fui.

18 pessoas sentadas numa sala em frente a 3 outras que estavam a entrevistar. Uma de pé, a olhar para nós, a rir, com ar de gozo e aos segredinhos com a outra (durante 2 horas). A patroa que mal começou a falar, começou aos berros e a dizer mal de todas as outras que lá tinham estado antes. Mas dizer mal é pouco. Porque acho que se a muher lhes pudesse ter batido, era isso que tinha feito.  Ao olhar para o lado, verifiquei muitas das que lá estavam, encontravam-se tão assustadas como eu. Fiquei com a sensação de um ambiente de trabalho horrível, onde nínguém era feliz, e todos se tentavam lixar uns aos outros.

A conversa chegou a um ponto em que ela pergunteu se alguem queria ir embora por não estar a gostar das condições. Fiquei com a sensação de que ninguém saiu por vergonha. Eu, não saí por vergonha. E as minhas 2 colegas que estudaram comigo e que também lá estavam não saíram por vergonha.

Podia ficar aqui umas duas horas a descrever a entrevista, o quão mau foi, e a tentar perceber como é que as pessoas podem ser más. Sim, porque aquilo ultrapassa a exigência, mas enfim. Acredito, e pelo que sei de quem lá andou, que quem lá trabalha seja tudo farinha do mesmo saco.

Não consigo perceber como é que alguém pode estar a entrevistar uma data de gente, com uma atitude de criança  de 8 anos, só a gozar, aos segredos, às bocas e a escrever nos currículos, a meter pontos de interrogação e passar a quem está a fazer as questões e essa mesma pessoa não perceber e perguntar em voz alta o que era aquilo. A olharem para os currículos e estarem sempre a apontar e a rir. Enfim, alguém me explique que raio de exemplo é este, sem ser de como não fazer uma entrevista.

Ah, esqueci-me do ridículo que é escolher 5 pessoas para cada uma delas estar 2 semanas à experiência e só ao fim de 2 meses e meio escolher uma.

Ahah. Que engraçado, ter quem trabalhe à borla durante 2 meses e meio é sempre tão bom!

Falta de sorte!

Realmente há gente com uma sorte desgraçada, e eu infelizmente parece que não faço parte desse grupo e por este andar não irei fazer parte dele tão cedo.

Então não é que eu vi uma oferta para um estágio profissional na minha área, mas tendo em conta que sou azarada, era demasiado longe. E o que pensei? Ah e tal, como sou uma boa amiga, vou ligar à não sei quantas para lá ir entregar o currículo, tendo em conta que é a dez minutos de casa dela. E claro, que ela lá foi, com um papel a dizer que já podia exercer mas que faltava a tese. E qual foi a resposta? Ai desculpa, deixa o currículo mas sem compromisso porque as entrevistas já foram.

Muito bem. As entrevistas já foram, a moça foi de férias.

Como há pessoas com sorte, e ela é uma delas, estava ela descansada e ligaram-lhe para ir à entrevista. Toca de ir à entrevista, no dia a seguir ligam-lhe a dizer que tinha ficado e começava segunda!

Estou super feliz por ela, acreditem. Mas por outro lado estou pior que estragada, eu que ando nisto à oito meses nada, e depois há a minha nini sortuda que ainda nem  certificado tem, ainda não tinha procurado nada e tem ali um ano garantido!

 

É só mais uma....

Logo lá vou eu mais uma vez a caminho de uma sessão de esclarecimento do centro de emprego.

Se da última vez que fui aquele local me sugeriram (a mim e a mais 4 mil pessoas) fazer uma formação de 3 anos, que tinha como equivalência o 12º ano (tenho mestrado) na área da climatização e refrigeração, desta vez devem-me sugerir algo parecido.

Vamos esperar para ver, mas tenho a impressão que vou para lá simplesmente para gastar um bocadinho de gasóleo e ocupar o tempo, já que tem sido sempre assim.

Acidentes

Pontos na cabeça.

Pontos no braço.

Pontos numa perna.

E outra perna demasiado inchada que parecem duas.

E claro, um carro completamente desfeito onde não se aproveita uma única peça, um poste no chão e dois muros partidos.

Tudo isto por causa do maldito sono e da vontade de chegar a casa para ir dormir. Foi assim que aconteceu esta semana com um colega. E claro, a muitos santos tem ele de rezar e agradecer por não ter ficado pior e não apanhar mais ninguém pela frente.

 

Muito medo tenho eu de andar na estrada, mas não é por mim, é pelos outros.

 

 

Peripécias de farmácia

Na Farmácia:

 

Eu, num balcão a pedir a pílula.

No balcão do lado, um rapaz com 17 ou 18 anos, a pedir um teste de gravidez.

Ainda pensei cá para mim, pois é por isso que eu me previno, mas depois fiquei com pena dele e até achei graça à coragem de ter sido ele a ir comprar o teste.  O Rapaz estava tão calminho e tão nervoso ao mesmo tempo que só aptecia dar uma palmadinha nas costas e dizer que ia tudo correr bem. Mas a farmacêutica fez questão de se despedir com um "tudo a correr bem".

Opa, aquilo tocou-me. Não sei se por já ter passado pelo mesmo, se por pena, mas fiquei curiosa com o final da história.

As aparências iludem

Adoro ir à praia, nem que seja só para ver o que me rodeia na areia.

Por aqui há um homem daqueles viciados em ginásio que parecem armários que frequenta a praia quase todos os dias. O senhor é mesmo grande, traz consigo sempre um garrafão de 5 litros de água, mas hoje que fiquei mais perto, consegui perceber o farnel dele. Ora bem, a água, que já falei,o tupperware com arroz, o frasco de mel e as panquecas.

Até aqui tudo bem, um corpo daqueles não se aguenta só com um iogurte e uma bolacha maria. Mas depois, vai-se a ver, ou a ouvir neste caso, e o senhor também gosta de gozar com aquilo que vê, nomeadamente com um rapaz que por ali andava que ele dizia ser gay. Como é que alguém ousa dizer que o outro é gay, quando tem um corpo que aprece um armário e se deita numa toalha de praia com luas, estrelas e nuvens e tem um telemóvel cor de ROSA?

Really?

Não imaginam o que me ri esta tarde na praia à custa deste senhor e dos seus amigos.

Férias fantásticas

E o que eu gosto de ter amigos em casa?

E de cozinhar para eles? Reunir os amigos à mesa é do melhor. Como tal, ontem aproveitei para combinar com alguns e fiz um arrozinho de marisco do melhor!

Esta coisa de cozinhar com amor e por prazer é maravilhoso.

E depois do jantar? Só nós sabemos o que nos divertimos a dançar no meio do quintal, começando no kizomba, acabando em música espanhola, e cheio de piruetas pelo meio.

Gosto tanto disto.