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Pimenta na Língua

Tudo sobre alguém que não tem papas na língua

Unhas #9

Esta semana decidi pintar as unhas com uma mais clara. E infelizmente, as minha cores claras são todas da kiko. E digo infelizmente porquê? Porque não consigo gostar nem um bocadinho da textura dos vernizes claros da kiko. Nomeadamente, o rosa 376. As unhas ficam horrorosas, a tinta não espalha. Tenho a sensação que estou a pintar as unhas com um corretor. E acho que até um corretor deve pintar melhor que esta porcaria.

Alguém tem o mesmo problema?

 

kiko 376

 

Quero, ou queria tanto! #15

Eu queria muito colocar aqui imagens a dizer que queria muito umas calças, um casaco, uma mala, ou o que quer que seja. E a veradade,é que para além de querer, estou mesmo a precisar dessas coisas todas, porque dou com as minhas calças de 15 e 17€ da pull, da berska e da stradivarius todas largas que parece que aumentaram um tamanho e umas já foram a caminho do lixo que não tinham outra solução. Mas hoje, não meto aqui nada, nem tenho vontade de me meter a ver sites das marcas, não tenho vontade de entrar numa loja de roupa, porque sei que mais uma vez venho de lá de mãos a abanar, e para evitar ficar um uma peça na  cabeça, mais vale nem as ver.

Acho que só me enfio dentro de uma loja de roupa quando começar a trabalhar.

 

(Imagem tirada da net)

O acidente de Braga

E no dia 23 aconteceu mais tragédia que envolveu jovens de uma universidade, desta vez do Minho, no campus de Braga, e claro que já se está a gerar toda uma polémica em torno do caso, por acharem que estavam em praxe.

Eu não sei se estavam em praxes, e sinceramente também não me interessa muito falar novamente de praxes, porquer parece que dificilmente vai existir um consenso. Em praxe ou não, eles estavam a divertir-se e morreram três jovens, foram três vidas que se perderam, três famílias e imensos amigos que ficaram de rastos. E tudo por causa de um acidente, a que só consigo chamar de estúpido. Se a porcaria do muro estava à anos preste a cair, que raio lá estava ele ainda a fazer? Foram três jovens que faleceram, que por ali se estavam a divertir com o amigos, subissem ou não para cima do muro. Mas podiam ter sido três crianças que ali passavam, podiam ter sido outros três jovens a fazer aquele percurso a ir para casa, visto ser zona de residentes... O que é certo é que há três mortes a lamentar, há famílias a sofrer, e outros tantos feridos e que certamente não irão esquecer aquele momento. E o que também é uma certeza, é que neste país vemos os problemas, assinalamos os problemas, damos a conhecer, e nunca se faz nada, é sempre para depois. O problema, é que depois, depois já é tarde, infelizmente.

O perigo da estrada

Eu não ando proprimante devagar na estrada, mas também não abuso assim tanto na velociade. E se há coisa que me irrita profundamente é ir com alguém no carro, e esse alguém se mete a brincar demasiado com a velocidade ou com a estrada.

Tenho respeito. Tenho imenso medo. Nunca pensei seriamente nesse tipo de medo até à seis anos atrás quando o meu pai me vem bater à janela e me diz que acaba de ouvir na rádio falar sobre um aparatoso acidente. Eu sabia quem ia naquela carrinha. Conhecia-os a quase todos. Ela era amiga de família, passei grande parte da minha infância com ela. Sempre nos demos bem e sempre nos demos mal. Sempre tivemos as nossas guerras, mas passamos muitos dias da juntas. Apesar de nos últimos anos não nos vermos tanto, nem os nossos pais.

Nunca tinha tido uma sensação daquelas, espero nunca mais voltar a ter, mas foi horrorosa. Saberes pela rádio de um acidente, onde tens a certeza de quem lá vai dentro, agarras no telemóvel e não te atendem. E quando te atendem, não conheces quem está do outro lado e apenas te dizem que não podem fazer nada que estão a fazer exames. Não tive naquele momento noção da gravidade da situação. Falei uma vez com a família, era impossível darem-nos informação. Na televisão só se ouvia notícias de um acidente aparatoso e de uma vítima em estado muito grave que teve de ser transportada pelos meios áreos. Pelo caminho algumas paragens cardíacas. 

Lembro-me como se fosse hoje, todos os dias em que a visitei no hospital. Da primeira visita, em que ela estava em coma induzido e eu sem coragem para entrar. Fiquei para o fim. Só eu sei o quanto me custou falar para ela e perceber que não ia obter resposta. Mas só eu sei a alegria que senti quando lhe acaricei a cara e lhe perguntei se sabia quem eu era e lhe disse o meu nome. Eu vi os olhos dela a fazerem um esforço enorme para abrir. Eu vi que aquela miúda estava a lutar para sair dali. E saiu. Passado muito tempo mas saiu. Passado este tempo todpo, está uma mulher, na sua cadeira de rodas, mas para os médicos que não davam nada por ela, ela mostrou-se uma guerreira e hoje está a trabalhar, e consegue ser feliz. À mãe e à irmã ela agradece a luta que tiveram, a coragem de leão para lutarem por ela e acima de tudo por nunca baixarem os braços. Nunca conheci ninguém com tanta coragem e com tanta esperança como a mãe dela, e tenho a certeza  que foi ela que fez com que ninguém fosse abaixo. Graças a ela, tem ali uma miúda, que já é uma mulher feliz, que não mete as culpas em cima de ningúem, que não se arrepende de ter ido naquele carro, e que acima de tudo quer andar com a vida para a frente.

 

Hoje deparei-me com este vídeo, e lembrei-me deste acontecimento. Da quantidade de vezes qeu fui ao hospital visitá-la, das pessoas que vi no centro de alcoitão vítimas de acidentes na estrada, de histórias incríveis. Só eu sei o quanto me custava lá entrar. E

Isto tudo para dizer que não vale a pena. Mais vale chegar 5 minutos, 10 minutos atrasado ao local, do que arriscar não chegar lá.

 

 

Ghost Whisperer - Vício

Eu sei que não é uma série propriamente recente, é de 2005, vá. Mas ainda não tinha Meo, acho que não havia sequer, e já começava a apanhar uns episódios ao sábado depois de almoço. E sempre gostei. Mas como tão depressa via os episódios como deixava de ver, perdi o fio à meada. Entretanto, no início desta semana, lá parei pela fox life e estava a dar. Claro que não era a primeira temporada e eu voltei a viciar-me. E tendo em conta que o meu tempo é mais que muito, e que tenho de me distrair, decidi começar a ver a série do início, para apanhar o fio à meada que tinha perdido.

E que série é esta? Chama-se Ghost Whisperer, ou em portuguê chamam-lhe Em Contacto. E o que dizem eles?:

"Melinda Gordon (Jennifer Love Hewit) é uma jovem que nasceu com a capacidade de comunicar com espíritos de pessoas mortas que precisam da sua ajuda para poder resolver problemas inacabados com os vivos. É com grande dificuldade que Melinda aceita o “dom” que lhe foi concedido. Especialmente quando se casa e está ansiosa por começar uma nova vida com o seu marido Jim Clancy, (David Conrad) um paramédico, e gerir o seu antiquário. Ela usa normalmente o seu “dom” para passar mensagens importantes aos vivos mas, às vezes, as informações que recebe dos espíritos são confusas. Embora tenha assumido os suas “habilidades”, não só como bênção mas também como maldição, Melinda tenta sempre usar o seu “dom” para ajudar os seus “clientes”, (vivos ou mortos), de maneira a que estes encontrem o sossego que procuram. “O meu nome é Melinda Gordon. Podia ser igual a si. Mas desde criança que sei que posso falar com os mortos. Espíritos "retidos", assim lhes chamava a minha avó. Aqueles que não passaram para o outro lado porque têm assuntos inacabados com os vivos e que vêm pedir a minha ajuda. Para vos contar a minha história, tenho de vos contar a deles".

Ah, e é claro que de vez em quando me assusto com um fantasma ou outro que lá aparece!

 

 

 

 Imagem retirada da internet

Vida...

Se há algo que me irrita e entristece profundamente, é  eu estar mal, não estar bem comigo própria, com a tristeza que tem sido a minha vida, com  facto de não conseguir arranjar a porcaria de um trabalho, e depois ainda ter de levar com as pessoas que mais amo irritadas e chateadas comigo.

Estou em casa desde dezembro, sem dinheiro e sem trabalho. Para além da falta de do trabalho, começa a faltar-me a auto-estima, a sanidade mental e a alegria. Começo a ganhar tristeza, lágrimas nos olhos e vontade de mandar a minha família à merda cada vez que dizem que eu não faço nada, e que me mandam trabalhar. Será asssim tão difícil meter na cabeça aquilo que e já disse vezes sem conta: que não estou a trabalhar não por falta de vontade, mas sim porque não arranjo nada? Irrita-me eu já estar na merda e ainda me conseguirem por pior. Uma pessoa já faz um esforço enorma para se manter alegre, para dar um sorriso e estar na brincadeira com esta gente, e depois, numa discussãozita sem interesse nenhum, que surge simplesmente por estarmos demasiado tempos juntos depois de eu estar tanto tempo só a vir a casa ao fim de semana, por causa de essas disscussões de merdade, conseguem mandar-me abaixo com toda a facilidade. Metem-me no fundo do poço.

Só eu sei a vontade que tenho de arranjar um trabalhito, de ocupar o tempo, de ganhar uns trocos, para começar a ganhar a minha independência e não ter de levar com ninguém.

Cada vez mais vejo que quando preciso deles, eles não estão, que quando estão só fazem pior. E como se não bastasse um problema, chovem  sempre mais dois ou três atrás.

Ainda o líquido das lentes

aqui tinha falado do que me tinha acontecido com as lentes de contacto a semana passada. E como é óbvio, tive que ir à loja onde comprei os comprimidos para as lentes dizer o que se tinha passado.

Ontem, lá fui eu com os restantes comprimidos que não foram usados. Muito atenciosamente, pregurtaram se precisava de ajuda e eu mostrei a caixa dos comprimidos e perguntei para que líquido de lentes eram aqueles comprimidos. A rapariga que me tinha indicado aquele líquido não estava lá. Muito atenciosa, a empregada que me atendeu, respondeu-me, mas disse que ie confirmar se dava para mais algum líquido. E como é óbvio, e como eu já esperava, ela não disse que era compatível com o meu líquido. Portanto, confrontei-a logo de seguida com o que me tinha acontecido. Expliquei que tinha dito o nome do meu líquido, que não tinha comprimidos suficientes...e claro, disse que por pouco não fui parar ao hospital com dores horrorosas no olho. Pediu desculpa, deu-me os comprimidos verdadeiros, e ainda me deu um crédito de 10 euros, e eu truxe logo o novo líquido já sem comprimidos. Tornou a pedir desculpa e disse que aquilo que me aconteceu foi a mesma coisa que ter metido água oxigenada no olho. O que é sempre agradável de saber e de perceber que não foi assim um erro tão inocente da parte delas, e que poderia vir a ter complicaçõess graves no olho.