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Pimenta na Língua

Tudo sobre alguém que não tem papas na língua

Nunca mais é dia...

e nunca mais é dia de que?

De eu sair desta casa.

Gosto muito dos meus pais, é verdade que têm dias que ninguém os pode aturar, aliás à minha mãe a maioria das vezes. Passo-me com ela praticamente dia sim dia não e estou mais que cansada. 

Cada vez mais penso em sair desta casa. Acho que já escrevi isto aqui uma data de vezes, mas a coisa está cada vez pior.

Sou pessoa para assim que arranjar trabalho e tiver o primeiro ordenado na mão, agarrar nas minhas roupas e me meter a andar num instante.  Sei muito bem que não era isso que devia fazer, que devia tentar ficar aqui e poupar ao máximo e depois sim, sair de casa com uns trocos no banco,mas não consigo. Acho mesmo que prefiro sair, e ser mais uma das que assim que o dinheiro cai na conta ele é logo gasto em renda, despesas e comiad. Mas sinceramente acho que era mais feliz.

Já não aguento ter de dar satisfações para tudo e mais alguma coisa, ouvir opiniões que ninguém tem de dar, dizer o que devo e não devo fazer...e se continuasse nunca mais saía daqui com a minha lista.

E pronto, agora é só esperar pelo maravilhoso dia em que hei-de assinar um contrato e que me caia o dinheiro na conta e partir para uma aventura a dois!

Filmes que tenho visto #17

- Laggies -

 

ou em Português Encalhados, um romance do realizador Lynn Shelton.

Um filme que retrata a historia de uma jovem de 20 anos que ao terminar o seu curso, arranja um emprego pouco estimulante e com o qual não se identifica, fazendo com que entre numa crise de identidade. Com 20 e poucos anos, sem objectivos, motivação, perspectivas acerca do seu futuro e sem querer compromissos sérios, as suas atitudes e actos remetem-na para uns passos atrás na sua idade. Enquanto as amigas procuram continuar com as suas carreiras, abrirem negócios, casarem e terem filhos, Megan entra em pânica quando é pedida em casamento pelo namorado ainda do tempo do liceu. Sem saber o que fazer decide fugir e encontra apoio numa miúda de 16 anos que vive com o pai. Ao passar uma semana na casa deles, envolve-se com o pai da amiga.

 

 

Vi o filme por engano, pensava que ia ver uma comédia e afinal de comédia o filme não tem nada. Trata-se de um romance, na minha opinião um bocado fraquinho. Uma história que acho que só acontece mesmo nos filmes e um bocado sem graça. Confesso que adormeci a ver o filme e no dia seguinte para o terminar fiz um esforço.

Não é mau, mas também não é nada de extraordinário.

 

Será que se pega?

Já nem sei do que conversávamos e ele vira-se e diz qualquer coisa como:

- O Manel acabou com a Maria, já namoravam há uns 10 anos e já anda com outra e tudo. Então, o grupo deles agora é tudo acabar com as namoradas, o Gervásio também namorava com a Joaquina há 8 anos e também acabaram.

- (eu) Olha que estranho, realmente sempre me lembro de os ver juntos, é o que faz ser o primeiro namoro, em vez de terem mais gente, ficam logo com o primeiro que lhes aparece à frente, é um namoro para a vida e depois passados 10 anos é o que dá.

- Até parece que não namoramos também há 7 ou 8 anos e que tiveste montes de namorados antes de mim. 

Claro que lhe respondi logo que antes de mim ele teve umas quantas, mas pronto!.

- Também não percebo porque é o Gervásio e a namorada dele ainda não estão a viver juntos, namoram aos mesmos anos que nós, ele mora com a avó, tem casa, trabalha, tem tudo...

 - (eu) Olha, se eu tivesse a trabalhar também já não estava em casa dos meus pais de certeza.

- Pois! Ah e sabes porque é que o Alberto no outro dia também me fartou de ligar? Coitado, também namorava há 9 ou 10 anos e ela agora de repente acaba com ele.

 

FDX, mas que puta de virose é esta? Se calhar devo começar a ficar preocupada não vá isto contaminar o meu também e ele mete-me a andar a mim que é um instante.

 

 

 

 

O monopoly!!!

Se há jogos de que sempre adorei, foram os jogos de tabuleiro. Mas há um que nunca me cansei de jogar, por mais que os meus colegas se fartassem de jogar ao Monopoly eu queria sempre continuar. Acho que a culpa é do meu tio. Sempre que itnha oportunidade oferecia-me um jogo de tabuleiro. Lembro-me de ter o meu primeiro Monopoly aos 7 anos, uma edição para crianças, claro, mas era fenomenal, e é, porque ainda cá o tenho. O normal não o tive, mas sempre que ia a casa do meu tio passavamos a vida a jogar. Entretanto, assim que começamos com o Euro saiu uma edição do euro, com moedas e tudo, ofereceu-me novamente, e pronto, lá fui alimentando o vício. Mais tarde apareceu um com cartões de crédito e uma maquineta para transferir dinheiro para os cartões, um espectáculo, mas não, não o tenho, mas joguei muito. Entretanto num natal qualquer, ofereci um à minha sobrinha se não me engano edição diamante (uma desilusão, ou então foi de jogar com ela que ainda não percebia muito.)

Mas tanta conversa para dizer o que?

Para dizer que quero mesmo, mesmo muito a nova edição que está aí quase a sair e para a quela andei a votar para ter Lisboa no tabuleiro, e pelo que parece não é num lugar qualquer, é mesmo na rua mais cara do tabuleiro!

Ai de mim se não vem um morar cá para casa!

Dia do Pai!

Não sou de lhe dizer que o adoro, que o amo, devia, mas nunca me habituei a faze-lo por palavras. Com gestos, com olhares, com carinhos, faço-o todos os dias, e sei que ele não duvida do quanto eu gosto dele e de quanto lhe agradeço por tudo.

Tem os seus defeitos, é a pessoa mais brincalhona e gozona do mundo, mas quando os dias lhe correm menos bem, o melhor é nem falar para ele. Mas ele é assim, e é assim que eu gosto dele!

Feliz Dia Pai, mereces o melhor!

O texto do Júlio

Há dias, ao passar pela internet, bati com os olhos num texto do Júlio Isidro, fiquei com alguma curiosidade e fui lê-lo, e dei por mim a pensar na quantidade de gente que vi ter coragem e partir... coragem essa que eu bem tento ganhar.

Leiam, vale a pena.

 

“A MALA DE CARTÃO SÉCULO XXI
Adeus mãezinha vou partir! E os pais dos jovens recém formados ainda muito longe de reformados, vertem lágrimas no adeus. Vão-se fazer à vida porque , quem de direito os aconselhou. O mundo global é assim, hoje aqui sem nada, amanhã ali com pouco mais. Engenheiro cá , tem equivalência lá a porteiro de hotel.

Arquitecta aqui, vai para mulher a dias ali. Professor de inglês por cá, vale guia turístico algures. Tudo boas cabeças, bem habilitados, custaram um dinheirão aos pais e a nós contribuintes. Um dia destes, já passados aqueles primeiros tempos para assentar ganhando qualquer coisa em profissões de ocasião, serão bons engenheiros, arquitectos, médicos, professores ou investigadores nas terras que os acolheram.Claro que as enfermeiras entram directas no seu ofício porque só quem não pensa é que acha que tudo se resolve com pensos rápidos.

Fizeram bom negócio esses países, transferências a custo zero. Daqui a uns anos esta elite cá formada, será o orgulho dos pais, mais velhos, com pensões de míngua e cada vez mais saudosos. Os jovens emigrantes forçados, talvez até sejam citados como exemplo deste país tão generoso que fabrica talentos para exportar. E condecorados quando forem primeiras páginas dos jornais lá de fora. De repente, tal como acontece em alguns casos de amor de romance de cordel, as saudades dos que cá ficaram são tão grandes que o mesmo que lhes apontou o dedo para a fronteira, tem um rebate de alma e clama:- Vem, vem amigo que o sol, a sardinha assada, a alheira, o futebol, a praia, o fado esperam-te e eu que não tinha consciência do que disse, quando disse.

Os emigrantes já radicados, bem pagos, com garantia de trabalho reconhecido e família em fase de construção, imaginam que ouviram mal. Vem?
Agora já é tarde! Não contem connosco para engenheirar, arquitectar, ensinar, investigar, medicar e fazer pensos porque aqui enfermeira não enferma do valor/hora daí, menor do que empregada doméstica.

Vem? Vem para cá tu e traz outros amigos também. (desculpa lá ó Zeca mas o trocadilho é bom).

Nós os mexilhões, continuamos agarrados a esta jangada de pedra porque já somos velhos, todos com mais de 40 anos. Como não podemos…escrevemos.
Ouve filho, manda-me uma carta de chamada que eu vou para concierge em Paris, desde que não seja num arrondissement três chic….

Querida filha, será que nos bancos da City precisam de limpesa? Só do pó e esvaziar cestos de papeis não comprometedores.
Meu neto favorito, se achares que ainda sirvo para vender jornais numa banca em Bruxelas, conta comigo.

Neste vai-vem quem vai….não vem!
A jangada vai ficando mais leve, mas insustentável como o ser.

Dança com as estrelas com o Teixeira

Confesso que consumo tudo o que seja programa de dança, sejam eles na sic, na tvi ou noutro canal qualquer.

O Dança com as estrelas foi um dos programas que vi, gostei e pedi para repetir. Apesar de estes novos concorrentes não me dizerem grande coisa, até estava com alguma curiosidade para assistir ao programa, mas assim que percebi que tiveram a triste ideia de meter o Pedro Teixeira a apresentar aquela merda com a Cristina Ferreira perdi a vontade toda.

Sim, eu sei que ele tem uma figura muito agradável, não foi só a Alexandra Lencastre que gostou de o ver dançar, eu também gostei e gostava que ele repetisse, mas daí a apresentar o programa? Por amor de Deus, ele sabe representar, é isso que ele sabe fazer, agora apresentar um programa ao Domingo à noite nã é coisa para ele. E isso viu-se perfeitamente no programa que ele teve com a Leonor Poeiras, o Rising Star ou lá como se chamava (que eu vi os dois primeiros e não consegui ver mais).

Temos tanta gente no mundo da apresentação, gente com estudos, que andaram a queimar neurónios e a fazer estágios e que não conseguem trabalho nem por nada. Temos excelentes apresentadores na televisão que não são aproveitados e temos uma Cristina Ferreira que sabe conduzir e apresentar o programa sozinha sem qualquer problema. Mas não, foram buscar um actor, que até tem uma boa figura, mas que não percebe patavina daquilo.

Mas pronto, pode ser que ele tenha aprendido alguma coisa entretanto e que a Cristina não o abafe.

 

Não tenho nada contra o Pedro Teixeira, até gosto Muito dele, mas como actor e como Bom Rapaz.