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Pimenta na Língua

Tudo sobre alguém que não tem papas na língua

Os amigos...

Houve uma altura em que eu já não podia com os amigos do meu namorado à frente nem por nada.

Uma altura em que eu andava doida e super cansada com a universidade, em que só cá estava ao fim de semana, e não me conseguia deitar muito tarde, basicamente, qualquer sítio servia para eu adormecer.

Foi também um pouco antes que apareceu gente nova no nosso grupo de amigos. E não eram poucos, mas claro que não ficaram todos. As duas gajas então, não aguentaram muito tempo, não sei bem porquê, mas ainda bem, porque eu não podia com elas à frente nem por nada  (atenção, eu não era a única a não gostar, as minhas duas amigas e outros rapazes também não iam à bola com elas).

Mas estava eu a dizer, que nesta altura eu já nem os conseguia ver, e porquê? Como é óbvio, ao vir cá apenas aos fins de semana, ao estar sempre a cair com sono, e o facto de o meu namorado trabalhar aos fins de semana, fazia com que o pouco tempo que ele tivesse disponivel, eu aproveitava para estar com ele. E o que acontecia? Eu ia ter com ele, ou ele vinha-me buscar, e eles, passados 10 minutos estavam a ligar a perguntar onde é que ele andava para ir ter com eles.

Claro que eu não estava bem, já não me bastava estar a dar em doida com a escola, quanto mais estar assim ao fim de semana. Não me agradava a ideia de ter  de andar com eles, os interesses não eram os mesmos, eu não fazia ali nada.  Cheguei a ficar dentro do carro feita parva até eles combinarem para onde iam, assim que ficasse decidido, eu vinha para casa, implorava para vir para casa, apesar do namorado insistir.

O que mais me chateava no meio disto tudo, é que eu sempre tive mais amigos rapazes do que raparigas, e quase sempre durante anos fui a única rapariga no grupo e nunca ninguém se incomodou com isso. E estes vieram, não se incomodaram, mas começei a sentir-me mal no meio deles todos.

Entretanto, a coisa passou e começou a mudar, sentia que eles realmente gostavam de mim e que a minha presença realmente não os incomodava.

Quer  dizer, não passou assim de uma semana para a outra, mas dei por mim a fazer um esforço e a pensar que não poderia ser egoísta, e que não poderia evitar que eles se juntassem, que aquela amizade já dava para ver que era para durar, e que eu tinha de fazer um esforço para me adaptar a eles. Fiz o esforço, consegui.

Gosto muito deles, sei que alguns deles são mesmo verdadeiros amigos do meu namorado, e um ou dois que sei que também posso contar com eles,  mas por vezes são amigos demais dele, e não sabem perceber que não convém estar sempre a chateá-lo para ir para todo o lado, para andar todos os fins de semana a apanhar bebedeira de caixão à cova, e que há lá uns que têm namorada, e que não convém que elas sejam sempre o segundo plano. Aí nao é ser amigo.

Ah e tal mas quem tem de ver isso são os namorados. Pois são. Mas não imaginam o quanto eles conseguem influenciá-los. Se for preciso, estão connosco até às duas da manhã, e os outros já os estão a convencer para a partir das duas irem para Lisboa. E fazer o que? Meterem-se nos bares e em discotecas a beber e a engatar gajas. Claro. E os nossos? O que ficam a fazer? Pois não sei. Mas espero bem que também não seja a engatar gajas.

E porque é que eu venho para aqui com esta conversa se isto já foi à um ano ou mais? Porque estou outra vez a ficar farta deles. Eu e as namoradas dos outros. Não há um único dia em que ninguém nos chateie, que não mandem mensagem a perguntar onde é que andam e para la irem ter e para irem para Lisboa e janteres em casa uns dos outros e sei lá mais o quê.

Eu juro que gosto deles, mesmo a sério, mas não imaginam o quanto estas atitudes me magoam.

 

 

 

 

 

 

Preciso de sossego

Preciso de férias.

Cá em casa quando digo isto, ou melhor, a minha mãe ao ouvir-me dizer isto, começa logo a resmungar a dizer que só posso estar a gozar, que tenho uma vida muito boa, que não estou a trabalhar, que não faço nada e blá blá blá, ou seja, que estou de férias à muito tempo.

Mas preciso mesmo de férias, de sair desta casa, de sair daqui, ir para algum lado onde ninguém me chateie, onde não conheça ninguém, ou muito pouca.

Não imaginam o que é estar em casa, com uma mãe sempre a resmungar, a dizer que não se faz nada ou o que está feito está mal feito, a mandar ir trabalhar, quando é o que mais queremos mas não conseguimos. É horroroso. E sei que só vai mesmo parar quando começar a trabalhar ou quando sair daqui.

E eu quero sair daqui, nem que sejam dois ou três dias, apanhar um solinho, não ouvir resmungar e dançar...

Alguém que me queira tirar daqui?

As compras, ou não.

Eu consegui!

Fui ao shoping com o meu pai, porque ele precisava de comprar umas coisitas para ele, e claro que entrei em lojas com roupa para homem e para mulher, claro que olhei para tudo e achei muita coisa bonita, mas consegui vir para casa de mãos a abanar. Eu peguei em bikinis,em camisinhas e calções tão giros, sandálias...mas não trouxe nada.

O meu pai quando me viu agarrada a um bikini ainda me perguntou se não o levava, mas consegui dizer que não.

Agora só me resta aguentar assim até arranjar trabalho. Claro que também convém não me vingar destes tempos de probreza quando arranjar trabalho, se não tou bem lixada. Mas eu sei que não.

Ainda o sushi

Ja aqui tinha falado da minha primeira experiência com o Sushi, e claro está, esquesitóide como sou, não gostei.

Tenho gente à minha volta que venera sushi, e claro está, disseram-me logo que era impossível não ter gostado daquilo, que de certeza que não comi no melhor sítio e tudo  e mais alguma coisa. Mas simplesmente, NAO GOSTEI. Aliás, até me deu vómitos.

Mas pronto, ontem tive oportunidade de provar novamente, ainda fiquei numa de não provar, mas insisti. E querem saber? Não gostei, nunca mais provo e aquilo para mim é muito mau. Não consigo provar mais vez nenhuma

E foi assim a minha segunda e última prova experiência com sushi.

 

 

 

 

Help Brazil!

O grande Rui Unas teve a excelente ieia de apoiarmos o Brasil neste momento difícil.

Ao início ainda fiquei de pé atrás, tendo em conta que se fartaram de gozar connosco quando perdermos contra a Alemanha, mas tendo em conta que a desgraça deles foi bem maior que a nossa decidi partilhar o pedido de ajuda.

Vá, vamos lá ver o video.

 

 

Ainda a alergia...

Já tinha tomado o medicamento, já tinha metido o raio da pomada, tudo indicado pelo médico. Já estava quase boa, e não é que de um momento para o outro toda eu me coçava e ao olhar ao espelho, só via borbulhas nas minhas costas.

Isto vai de mal a pior. Vamos lá ver o que o médico me diz hoje.

Ninguém merece, o tempo está do melhor, a praia fantástica e as minhas costas medonhas.

Houve porrada ou não?

Tinha dito no sábado que era provável que houvesse porrada! Mas fiquem descansados, pois não houve. A distância com que ficámos na mesa foi tão grande que nem a consegui ver, e mal a vi o resto da noite, portanto foi impossível haver porrada! Ainda bem.

Vamos ver se há porrada

O meu jeitoso amanha faz anos, tendo em conta que nos jantares de aniversário não jantamos antes das 23:00, o jantar de aniversário dele ficou marcado para hoje, à meia noite festeja-se. A mim cheira-me é que vai haver porrada e eu vou festejar mais cedo.

Eu não sou dessas coisas, nunca fui de andar a bater a ninguém, mas prometi a mim mesma que não seria mais humilhada pela badalhoca que trabalha com ele, e que faz-se à cara podre a ele, à minha frente e ainda olha para mim para ver se eu percebo. Portanto, as bocas já tive oportunidade de mandar muitas vezes, mas a gaja faz-se de parva e ainda me provoca mais, protanto está decidido: uma boca, respiro fundo, duas bocas, respiro fundo. À terceira não há boca, há um palmadão!

Há sempre uma primeira vez para tudo, nem que seja andar à porrada com uma gaja por causa de um gajo aos 25 anos!