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Pimenta na Língua

Tudo sobre alguém que não tem papas na língua

A entrevista de 6ª feira...

Ainda não vos contei, mas nunca passei por uma entrevista tão horrível como aquela.  Não desejo a ninguém acreditem.

Primeiro já sabia de três pessoas que já lá tinham estado a fazer estágio profissional e tinham desistido, já sabia do ambiente, que não seria melhor. Mas mesmo assim, lá fui. A medo, mas fui.

18 pessoas sentadas numa sala em frente a 3 outras que estavam a entrevistar. Uma de pé, a olhar para nós, a rir, com ar de gozo e aos segredinhos com a outra (durante 2 horas). A patroa que mal começou a falar, começou aos berros e a dizer mal de todas as outras que lá tinham estado antes. Mas dizer mal é pouco. Porque acho que se a muher lhes pudesse ter batido, era isso que tinha feito.  Ao olhar para o lado, verifiquei muitas das que lá estavam, encontravam-se tão assustadas como eu. Fiquei com a sensação de um ambiente de trabalho horrível, onde nínguém era feliz, e todos se tentavam lixar uns aos outros.

A conversa chegou a um ponto em que ela pergunteu se alguem queria ir embora por não estar a gostar das condições. Fiquei com a sensação de que ninguém saiu por vergonha. Eu, não saí por vergonha. E as minhas 2 colegas que estudaram comigo e que também lá estavam não saíram por vergonha.

Podia ficar aqui umas duas horas a descrever a entrevista, o quão mau foi, e a tentar perceber como é que as pessoas podem ser más. Sim, porque aquilo ultrapassa a exigência, mas enfim. Acredito, e pelo que sei de quem lá andou, que quem lá trabalha seja tudo farinha do mesmo saco.

Não consigo perceber como é que alguém pode estar a entrevistar uma data de gente, com uma atitude de criança  de 8 anos, só a gozar, aos segredos, às bocas e a escrever nos currículos, a meter pontos de interrogação e passar a quem está a fazer as questões e essa mesma pessoa não perceber e perguntar em voz alta o que era aquilo. A olharem para os currículos e estarem sempre a apontar e a rir. Enfim, alguém me explique que raio de exemplo é este, sem ser de como não fazer uma entrevista.

Ah, esqueci-me do ridículo que é escolher 5 pessoas para cada uma delas estar 2 semanas à experiência e só ao fim de 2 meses e meio escolher uma.

Ahah. Que engraçado, ter quem trabalhe à borla durante 2 meses e meio é sempre tão bom!

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