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Pimenta na Língua

Tudo sobre alguém que não tem papas na língua

Das minhas pancadas!

Pelos piercings no nariz as minhas pancadas sempre foram grandes. Não tenho, mas sempre quis ter.

É triste de dizer, mas é a verdade, o meu pai nunca deixou!

Tanta e tanta vez que chateei o meu pai a dizer que ia furar o nariz, que ia fazer não sei quantos furos nas orelhas e a resposta variava entre "se quiseres vamos ali à oficina e furo-te isso com a máquina de meter os rebites." ou então "que horror, apareces cá com isso  e tiro com um alicate". E pronto, lá fiz dois e tres furos nas orelhas, como o cabelo escondia arranjei corage me fiz à pistola um fruo no Tragus (deve ser assim o nome) e fiquei-me por aí. E tenho a certeza que só me fiquei por aí porque sempre que ele se lembrava, ou que eu tocava no assunto lá vinha ele com ar de gozo afastar-me o cabelo e inspeccionar-me as orelhas. Triste, eu sei.

Um dia lá furei o nariz. Estava na universidade, só vinha a casa aos fins de semana, e já nao sei porque carga de água, provavelmente para estudar para uma frequência, ia ficar o fim de semana por lá. Aqui a Rita, logo na segunda-feira, foi furar o nariz, à pistola claro, que era mais barato e logo na segunda para ter mais tempo para cicatrizar. Nem me lembro de que lado furei, acho que do direito. Ficava bonita sim senhora. Mas assim que vim para casa, à minha mãe ia-lhe dando uma coisa e aconselhou-me a tirar aquela merda porque o meu pai não me ia obrigar a tirar, mas ia fazer chantagem e bem que podia esquecer o carro emprestado aos fins de semana. Conclusão, decidi andar a tirar e a pôr, e como foi a pistola, ainda tinha o brinco inicial, ou seja, aquilo fazia doer como tudo e como é óbvio fartei-me que foi um instante.

Mas o que eu gostava mesmo, mesmo, mesmo, era uma argola no meio do nariz, daquelas como os bois costumam ter. Mas pronto, para isso já não tenho tanta coragem, mas que é giro que se farta é!

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