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Pimenta na Língua

Tudo sobre alguém que não tem papas na língua

É tão bom dormir

Já tinha dito por aqui algures no Pimenta, que tinha acabado o Mestrado em Dezembro, e que isto para arranjar trabalho está um bocado para o complicado, um bocado como quem diz, a verdade é que ainda não arranjei. Ou porque não passo das entrevistas ou então porque há sempre alguém que tem uma cunha e que fica com o lugar e chamam-me à entrevista só porque sim. E isto quase tudo sem ser da minha área, porque nessa ainda só fui a uma entrevista.

E se eu sempre gostei de dormir, e enquanto andei a estudar só tinha o prazer de ficar até ao meio dia na cama ao fim de semana, agora a coisa mudou. Agora tenho toda uma manhã, durante 7 dias para dormir. E não é que não consigo? Quer dizer, conseguir até conseguia, mas ou me pairam dúvidas e pensamentos na cabeça e me levanto para ir fazer alguma coisa de útil, ou então vem a parte menos boa. E qual é? Os meus pais têm a felicidade de trabalhar ao pé de casa. Quando digo ao pé de casa, é mesmo a 7 passos da minha casa. E eu tenho a infelicidade de ser interrompida constantemente por causa disso. Eles dizem que não, mas o facto de eles estarem aqui ao lado e eu em casa todos os dias (já nas minhas férias de verão eu não lidava bem com o assunto), quando um deles está assim mais para o mal disposto e vê os estores do meu quarto ainda fechado, pimba, lá vai bater naquela porcaria e eu mando um salto de todo o tamanho, passando assim a existir não um, mas dois mal disposto. E o pior é que quando isso acontece é naqueles dias em que eu preciso mesmo de ficar na cama, sinto-me uma inútil sem nada para fazer e que deveria dormir um mês seguido aí bem à vontade. 

Depois, há outra coisa que sempre fez com que a minha mãe e eu andássemos sempre às turras. E é o quê? A loiça do pequeno almoço, a loiça do almoço, o passar a ferro. Para ela, eu levantava-me as 7 da manhã e fazia tudo de seguida. Para mim, eu levanto-me às dez e vou fazendo com direito a pausa para comer, para ir ao computador, para vir ao blog. Mas o problema é que ela tem a capacidade de entrar em casa, ou o meu pai, sempre que eu me encontro com o rabo no sofá e o computador em cima, a dar uma de quem ainda não fez nada. E como é óbvio cai tudo em cima de mim.

Percebem agora o porquê de ser bom trabalhar em casa? Vêm beber água, vêm comer, ele vem trocar de roupa quando tem de ir a outro lado, e ela a mesma história. Pior é quem cá está e não trabalha.

Agora aqui que ninguém cá de casa nos vê, quantas e quantas vezes já abri a janela às 9 da manhã e voltei a enfiar-me na cama? Correu bem, até eu estar ferrada a dormir e a minha mãe entrar no quarto sem eu dar por isso. Apercebeu-se da minha necessidade e tem tolerado!

Agora é ver se arranjo um emprego, de preferencia na minha área, para me começar a levantar novamente cedo e ter rotinas.

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