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Pimenta na Língua

Tudo sobre alguém que não tem papas na língua

Ei é carnavau!...

Na verdade ainda não é carnaval mas andamos lá bem perto, faltam precisamente 25 dias para o evento mais esparado para todos os torreenses. E não fosse eu de Torres Vedras para andar a contar os dias.

Eu bem sei que a grande maioria das pessoas não gosta do carnaval, acha-o uma grande palhaçada, e um desperdício de dinheiro e blá blá blá, e não consegue perceber (na verdade nem tentam) o porquê de haver tanta gente a vibrar com o carnaval.

 

Os meus pais não gostam de carnaval, a minha irmã não gosta de carnaval, mas sempre me levaram pelo menos uma vez por ano (de dia claro) a ver o carnaval. Mas sinceramente e por mais estranho que pareça, o que fez com que eu gostasse mesmo do carnval foi a escola. Primeiro porque desde o 5º ano que fazíamos fatos e participavamos no corso escolar e mais tarde, a partir do 10º ano, quando mudei de escola (mesmo no centro da cidade) havia uma dia que não tinhamos aulas (o que era fantástico) e os professores mascaravam-se (e bem porque ficavam irreconhecíveis) e faziam parte de um jurí que avaliava vários sketchs feitos por toda a comunidade educativam e dos quais sairia um vencedor, posteriormente ia tudo para o corso escolar. Era fantástico ver como os professores vibravam com tudo aquilo. Naquele dia não havia professores nem alunos, havia simplesmente pessoas que vibravam com o carnval.

 

Mas continuando, o carnaval de Torres é especial. E porquê?

Primeiro não há cá aquela tradição de convidar famosos ou pseudo-famosos para serem os reis do carnaval, são pessoas da terra, e como no carnaval não faltam matrafonas, claro que a nossa rainha é um homem vestido de mulher. Depois, todos os anos temos um tema fantástico que nos faz andar as voltas a tentar arranjar um fato que seja original, este ano o tema é a televisão. Há também os tradicionais corsos, com os respetivos carros a sartirizarem a política, tudo e todos, as famosas matrafonas em que cada uma é mais arrojada que a outra, e claro, o trio elétrico em que toda a gente anda contente a dançar atrás.

 

É claro que gosto de tudo isto que referi, mas para mim, o que torna mesmo o carnaval tão especial são as noites. E porquê? Primeiro porque temos pelo menos 3 praças com Dj's, depois porque seja novo seja velho as pessoas querem mesmo é divertir-se. E acreditem que há lá muito boa gente pelo meio com os seus 60 e tal anos  a divertir-se. E  por fim, aplica-se perfeitamente a frase "é carnaval e ninguém leva a mal", isto é, levas uma pisadela, tudo bem segue em frente, levas um empurrão? não faz mal foi sem querer. e sei que noutras situações isto é um bom motivo para andar muita gente à pancada. (é obvio que há sempre uma exceção). Escusado será dizer que tanto as praças como tudo o que é rua estão completamente cheias que por vezes quase andamos no ar, mas mesmo assim conseguimos mudar de sítio. E é o que eu mais gosto.

Depois das praças fecharem, ou seja quandos os dj's vão embora, a festa continua com os mais resistentes (até ao meio dia) nas dicotecas que ficam bem pertinho, mas que têm sempre autocarros disponíves de meia em meia hora.

 

No meio disto, há sempre imensos jantares de grupo, ou seja as pessoas entram sempre no carnaval com um grupo muito grande, mas já sabemos que passado 10 minutos já não vemos ninguém a não ser o amigo ou amiga a quem demos a mão para não ficarmos completamente sozinhos. E lá vamos nós sempre a mudar de sítio e mesmo assim encontramos sempre a nossa gente mais tarde no meio da confusão, dançamos um bocadinho, agarramos na mão de quem está connosco e lá vai mais uma voltinha.

 

É confuso, na verdade é muito confuso, mas também é muito bom e quem experimenta adora e volta no ano seguinte.

 

Deixo um cheirinho daquilo que é o carnaval de dia, de noite e posteriormente na discoteca.

 

 

 

 

 O corso escolar

 

Parte de uma noite
Uma das discotecas