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Pimenta na Língua

Tudo sobre alguém que não tem papas na língua

Gente estranha

Eu não sou pessoa de fazer amizades muito facilmente, simplesmente porque sou desconfiada. E tenho completa noção de que quando conheço alguém não sou a pessoa mais simpática do mundo. Quer dizer, eu sou simpática, cumprimento a pessoa, pergunto como está, mas não me peçam para lhe começar a contar a minha vida ou a ter uma conversa fantástica com alguém que acabo de conhecer à dez minutos. Para as pessoas normais (acho eu) isso é uma coisa óbvia, mas depois tenho o prazer (ou não) de conviver com pessoas que pensam exatamente o contrário. Isso a mim faz-me tremenda confusão. Porque eu olho para a pessoa, analiso todos os pormenores, a forma como fala, a forma como se dirige aos outros, a mim, e tudo e mais alguma coisa e no fim tiro dali alguma conclusão. O que é certo é que até aqui felizmente ou infelizmente não me tenho enganado. E infelizmente aparece-me muita gente dessa espécie estranha ao pé de mim e que eu não ligo patavina, apenas uma boa noite e está a andar (e depois claro que passo por antipática).

 

Eu tenho um grupo de amigos, aliás, somos muitos e portanto será melhor chamar um grupo de amigos e colegas, que se junta muitas vezes epor norma ao fim de semana. Começou por ser um grupo pequeno, mas entrentanto entram as namoradas de uns e de outros, e colegas de trabalho e às tantas já somo alguns. É claro que nem sempre estamos juntos. E claro que no meio deste grupo há seres da espécie que é retratada em cima, que por caso uma era namorada de um colega, o namoro acaba e quem fica é o ser estranho e outra é colega de trabalho de dois deles. E atrás deste ser vêm arrastados outros seres. Esta gente é fantástica a fazer amizades, conhecem alguém à 5 minutos e  tornam-se os melhores amigos e contam a vida toda e fazem uma festa quando se encontram no dia seguinte ou uma semana depois com essa pessoa. Eu como não me identifico, nunca me identifiquei, não o tenciono fazer, portanto mantenho a distância.
Mas depois começamos a chegar a um ponto em que se torna difícil manter a distância, e a única distância que começamos a querer manter (mas tentamos evitar) é aquela em que separa a nossa mão da tromba da outra espécie. E isto porquê? Porque a outra espécie gosta demasiado dos nossos namorados, provoca-nos, faz-se de parva e ainda tem a latade questionar o mesmo acerca da ausência de diálogo que eu tenho para com ela!

Eu cada vez fico mais surpreendida com esta gente, mas por vezes fico a achar que eu e as minhas amigas (claro que tenhos duas melhores amigas neste grupo que são mais que fantásticas) ficamos a achar que aquilo é que é a normalidade.

 

Será que é só por estes lados que isto acontece? é que eu já não sei o que fazer.