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Pimenta na Língua

Tudo sobre alguém que não tem papas na língua

Masterchef #3

Pronto, parece que não consigo mesmo ver o Masterchef ao sábado à noite, então fica sempre para a terça-feira à tarde, porque tendo em conta o nível de viciada em que  me encontro, é impossível dar-me ao luxo de perder um episódio que seja.

Primeiro que tudo gosto imenso de ver o Goucha no programa, está na sua praia, critica quando tem de criticar, é sincero e depois não tem qualquer problema de ajudar e dar dicas e dizer que foram por um caminho mais complicado e que talvez não corra muito bem. E o Chef Miguel que me desculpe por no primeiro episódio eu ter achado que ele não estava “à vontade” hoje digo o contrário, que parece estar em casa e estou a adorar vê-lo.

Mas agora em relação aos concorrentes. Como é que um capitão de equipa admite que um concorrente faça molhos e azeites às escondidas, quando em equipa já tinham sido distribuídas tarefas? E como não chega fazer coisas às escondidas, ainda se sobrepõe ao capitão e ainda dá ordens. Enfim, claro que parte da culpa é do capitão porque permitiu que isso acontecesse.

Depois, em vez de se concentrarem no trabalho, e tentarem controlar os nervos, metem-se a ralhar por causa das panelas, que estão desarrumadas e coisas do género, quando deviam meter mãos à obra e não perder tempo.

Ainda no desafio das equipas, acontece algo surreal na equipa azul, que é estarem a comer enquanto a restante equipa está a empratar. É que para além de não terem noção da falta de etiqueta, tal como o chef  Miguel referiu, ainda ficaram escandalizados e levaram a mal por terem sido chamados à atenção.

A sopa de rabo de boi não me diz nada, mas aqueles ovos moles tinham tão bom aspecto que eu acho que comia sozinha as 40 taças que foram servidas à confraria.

Mas o que eu achei que foi realmente muito bom neste episódio do Masterchef, foi mesmo o desafio de eliminação. E porquê? Primeiro, porque foi uma prova difícil. Não é qualquer pessoa que consegue decifrar os ingredientes todos que um prato leva, ainda mais ingredientes requintados. Depois, o facto de não terem a oportunidade de voltarem ao supermercado, sabendo que se esqueceram de ingredientes. Mas na minha opinião, o que tornou a prova extraordinária, foi a capacidade dos concorrentes de tentarem enganar o júri. Ainda na confeção do prato, o Chef Miguel perguntou à Cristina qual era a carne que estava a cozinhar, primeiro ela disse que era frango, ao ser questionada novamente, o frango passou a pato (ou vice versa).  É claro que a pessoa sabe em que carne é que agarrou mas pronto, pensei eu que fosse dos nervos até ela ir entregar o prato para provar. Assim que pousa o prato, é questionada novamente acerca da ave que cozinhou e não é que a senhora agora já tinha cozinhado Pintada? É claro que não passou em branco aos chef’s mas elas insistiu que não os queria enganar mas pronto.

O que é certo é que tudo isto faz com que se torna cada vez mais entusiasmante ver o programa e agora é que eu não perco mesmo nenhum episódio, visto que eles agora até tentam enganar os chef’s, como se eles não soubessem distinguir um pato de uma pintada!