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Pimenta na Língua

Tudo sobre alguém que não tem papas na língua

Dia do Pai!

Não sou de lhe dizer que o adoro, que o amo, devia, mas nunca me habituei a faze-lo por palavras. Com gestos, com olhares, com carinhos, faço-o todos os dias, e sei que ele não duvida do quanto eu gosto dele e de quanto lhe agradeço por tudo.

Tem os seus defeitos, é a pessoa mais brincalhona e gozona do mundo, mas quando os dias lhe correm menos bem, o melhor é nem falar para ele. Mas ele é assim, e é assim que eu gosto dele!

Feliz Dia Pai, mereces o melhor!

Isto sim, é amizade !

Acho que ainda não disse por aqui, mas fiz o meu 10 e 11º numa escola e depois vi que ia chumbar, que não era nada daquilo que eu queria, queria outro rumo para a minha vida e mudei de escola e voltei novamente para o 10º ano. E sim, foi uma das melhores coisas que fiz na vida.

Foi esse meu segundo secundário que me fez conhecer o Homem da minha vida. Mas também foi nesse secundário que eu conheci as três miúdas mais despassaradas e espectaculares que estiveram comigo durante  3 anos e foi com uma delas que embarquei numa viagem até uma cidade nova e a uma vida universitária completamente diferente.

Éramos quatro amigas sempre juntas, nas como é óbvio, identificamo-nos sempre mais com uma, a Filipa era mais nova que eu dois anos, uma resmungona de primeira, mandona, dizia tudo o que pensava, mas era um doce de miúda. Identificava-me com ela porque eu era igual, mas assim que entrava na escola eu tinha a capacidade de me controlar, e a míuda não. Quantas e quantas vezes a mandei calar, lhe abri os olhos para ela se calar e não fazer mais merda. Quantas bebedeiras, quantos cigarros, tanta choradeira por namorados, tanta coisa... 

Entratanto veio a universidade e trocámos, a Filipa foi com a M. para  a mesma universidade e eu fui com a C. para uma cidade mais longe, para a mesma universidade e para a mesma casa. Com a impossibilidade de nos conseguirmos juntar, afastei-me da Filipa e da M. Com toda a vida junta e a vermo-nos a toda a hora e com novas amizades e eu a C. também acabámos por chocar e afastámo-nos.

A C. com tanta vadiagem na universidade perdeu um ano, enquanto eu seguia para o mestrado ela ficava na licenciatura. Não sei se ter tido tempo para pensar, afastarmo-nos, não passarmos 24 horas juntas, fez com que começássemos a falar não como antigamente, mas melhor que nada.

Não me perguntem porque carga de água, mas eu e a Filipa voltámos a trocar mensagens, voltámos a encontrar-nos e a falar como se não tivesse havido anteriormente nenhuma quebra de tempo de 4 anos, como se tivéssemos sido sempre as melhores amigas toda a vida. E isso é maravilhoso.

É tão mas tão ter amigos assim!

Isto sim, é amizade!

Vinha eu a conduzir, e reparo em dois miúdos, provavelmente com uns 9 anos, sozinhos no passeio a andar apoioados um no outro.

Abrandei para apreciar a cena e tive um misto de sentimentos. Fiquei com pena dos miúdos porque onde eles estavam e para ir para onde quer que fosse, ainda tinham de andar um bocadinho. Mas ao mesmo tempo fiquei tão feliz por ver que um deles provavelmente tinha o pé torcido e o outro, a fazer um esforço desgraçado levava-o com um braço nas suas costas e uma mão na sua cintura.

Não chama a isto de amizade? 

Amizade

Sabe tão bem quando nos voltamos a aproximar de quem já foi um grande amigo e que a universidade, o tempo e a vida fez com que nos afastássemos. Ontem fui novamente esplanadar com uma dessas pessoas e é tão bom sentir que para além dos três ou quatro anos que passaram por nós, tudo se mantém muito parecido, e o que não está igual foi mudado para melhor.

Estou empenhada, em não deixar mais ninguém fugir da minha vida daqui para a frente. A vida é demasiado curta para deixarmos fugir boa gente.

Vida...

Se há algo que me irrita e entristece profundamente, é  eu estar mal, não estar bem comigo própria, com a tristeza que tem sido a minha vida, com  facto de não conseguir arranjar a porcaria de um trabalho, e depois ainda ter de levar com as pessoas que mais amo irritadas e chateadas comigo.

Estou em casa desde dezembro, sem dinheiro e sem trabalho. Para além da falta de do trabalho, começa a faltar-me a auto-estima, a sanidade mental e a alegria. Começo a ganhar tristeza, lágrimas nos olhos e vontade de mandar a minha família à merda cada vez que dizem que eu não faço nada, e que me mandam trabalhar. Será asssim tão difícil meter na cabeça aquilo que e já disse vezes sem conta: que não estou a trabalhar não por falta de vontade, mas sim porque não arranjo nada? Irrita-me eu já estar na merda e ainda me conseguirem por pior. Uma pessoa já faz um esforço enorma para se manter alegre, para dar um sorriso e estar na brincadeira com esta gente, e depois, numa discussãozita sem interesse nenhum, que surge simplesmente por estarmos demasiado tempos juntos depois de eu estar tanto tempo só a vir a casa ao fim de semana, por causa de essas disscussões de merdade, conseguem mandar-me abaixo com toda a facilidade. Metem-me no fundo do poço.

Só eu sei a vontade que tenho de arranjar um trabalhito, de ocupar o tempo, de ganhar uns trocos, para começar a ganhar a minha independência e não ter de levar com ninguém.

Cada vez mais vejo que quando preciso deles, eles não estão, que quando estão só fazem pior. E como se não bastasse um problema, chovem  sempre mais dois ou três atrás.

O amor

O amor é maravilhoso.

É impossível  explicar o que é o amor. Só quem ama verdadeiramente é que sabe aquilo que vai dentro de nós, o quanto o amor é maravilhoso, ter alguém cúmplice ao nosso lado, estejamos nós bem ou mal dispostos. Que nos apoiam em fases boas e menos boas. Que estão sempre ao nosso lado quando estamos felizes e tristes. E que não nos condenam....e por aí fora.

Mas é muito bonito falar das coisas boas do amor, a verdade é que nem sempre é tudo cor de rosa e cheio de coraçõezinhos. Também há momentos menos bons. Nem tudo é um mar de rosas, há momentos difíceis, em que às vezes não sabemos lidar com o amor, e por vezes começamos a duvidar se aquilo é verdadeiro amor ou se o amor se começou a perder aos poucos, se aquilo que existe começa apenas a ser cumplicidade, cumplicidade entre duas pessoas que estão juntas à alguns anos, que estão acomodadas...

O amor é lindo, é das melhores coisas que nos pode acontecer. Mas é complicado. 

Eu amo, não tenho dúvida alguma sobre isso, mas às vezes o amor é tramado.

Eu acredito que tenho a melhor pessoa do mundo ao meu lado. Tem-me "aturado" ao longo dos últimos anos da melhor maneira. Claro que há sempre momentos menos bons, mas acima de tudo e em muito maior quantidade são os momentos bons. Eu sei que tenho um feitio lixado. Eu sei que não sou a melhor pessoa do mundo, e estou muito longe disso. Quando estou triste e chateada, consigo ser teimosa, orgulhosa, antipática, resmungona à face da terra, mas depressa me volto à terra torndo-me fofinha, simpática, querida e amorosa, e ele tem aturado tudo isso. Merece o melhor do mundo por isso mesmo. A verdade é que eu ando numa fase complicada, em que nada me corre bem, a melhor sorte não é nenhuma, não tenho trabalho e toda a gente leva por tabela, ncluse o amor da minha vida. E por causa disso tudo e mais alguma coisa acumulado, estou a ver o amor da minha vida a ir... Não sei para onde, mas estou a ver as coisas a desaparecerem...

O que o amor tem de maravilhoso, aquele amor maravilhoso de que eu falava no início do texto, agora de maravilhoso não tem nada. Não consigo ver tudo rosa e aos coraçõezinhos. Consigo ver tudo despedaçãdo e cinzento.

Um café em nome da amizade sfv.

Andava à imenso tempo a encontrar-me na rua com a Filipa, uma  das minhas melhores amigas no secundário. Tanto nos encontrámos sempre a correr que lá combinámos um dia ir tomar café. Mas como somos ambas pessoas muito sociais (ahah, ela é, eu nem tanto) e com tanta festarola pelo meio como o natal, o aniversário de alguém, a passagem de ano, o carnaval, o café nunca mais chegou. Até hoje. Hoje lá conseguimos as duas arranjar um espaço na agenda e lá vamos nós.

Confesso que vou com uma espécie de frio na barriga. Porque éramos tão amigas, dávamo-nos tão bem, eu dava-lhe tanto na cabeça...e depois vieram os namoros pelo meio, veio a universidade que nos afastou quase por completo.

Entretanto passaram-se quatro anos e nós mudámos, crescemos enquanto pessoas. Confesso que tenho pena, muita pena, de não ter partilhado estes últimos 4 anos com ela, mas as circunstâncias da vida fazem destas coisas. E hoje lá vou eu matar saudades daquela miúda, da minha melhor amiga do secundário. Aquela miúda que andava sempre com o colestrol elevado e eu de vez em quando lá lhe chamava a atenção para as porcarias a que ela não resistia comer, da míuda que começou a sair à noite e tinha sempre horas marcadas para chegar a casa, das aulas em qua não faizamos nad, das parvoíces e das asneiradas que fazíamos juntas, dos trabalhos de grupo que eram dos mais originais, e modéstia à parte, também eram sempre os melhores.

Claro que para todo o secundário ter corrido como correu foi porque também tínhamos ao nosso lado outras duas miúdas espetaculares. Uma seguiu com a Filipa para a Universidade e a outra seguiu comigo. E hoje, também estamos todas um bocadinho mais afastadas, mas nada que umas boas conversas como a de hoje à noite não resolvam...E o que eu deseja isto à tanto tempo.

Acho que não há nada melhor que os amigos que fazemos na escola!

Cordas!

Está lindo, lindo lindo.

Mas faz chorar, ficar com um nó na garganta e sei lá mais o quê.

Trata-se de uma curta-metragem espanhola e que já mereceu e bem merecido um prémio. É  inspirada na história dos filhos do realizador e dá muito que pensar.


Era tão mas tão bom que em todas as crianças deste mundo existisse pelo menos um bocadinho daquilo que é esta Maria.