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Pimenta na Língua

Tudo sobre alguém que não tem papas na língua

Fui Carnavalar!

Queridos leitores nunca ouviram dizer que A Vida são dois dias e o Carnaval de Torres são 6? Pois que é bem verdade e quer dizer que provavelmente não estarei presente neste últimos 7 dias, porque o sétimo certamente será para meter o sono em dia!

Querem festa? Querem diversão? Querem conhecer gente nova? Venham também. Temos um corso fantástico, não temos escolas de samba, temos várias praças com Dj's e muita, muita animação.

Acreditem que aquilo que passa na tv a mostrar o carnaval de Torres é apenas um cheirinho muito fraquinho daquilo que se passa por Torres nesta altura, apenas mostra um bocadito do corso. Não vos mostra as ruas cheias de animção e dj's De crianças aos mais velhos, todos se divertem em Torres.

Mas como quero que fiquem com a pulga atrás da orelha, deixo-vos uma amostra.

 

Sugestão: Não querem tanta confusão? Venham ao domingo, dia do corso trapalhão (não se paga, há menos gente, mas não há carros alegóricos).

Já tenho o meu!

 

“Torres, hoje, precisa já do seu Carnaval, e não estará longe o dia em que precisará dele tal como hoje carece de vender o vinho da sua região (…) E o próprio paiz que pode vir a ter em Torres o seu Carnaval – O Carnaval de Portugal!”
In Linhas de Torres, 1935

O Carnaval de Torres Vedras é um acontecimento enraizado na identidade cultural e social desta cidade.

A primeira referência ao Carnaval de Torres data do tempo de D. Sebastião, num documento datado de 1574, no qual um morador da Vila de Torres Vedras apresenta uma queixa contra “uns moços folgando com um galo dia de Entrudo trazendo rodelas, espadas, paus como custumam o tal dia”.

Em meados de 1862 realiza-se na Igreja de S. Pedro o jubileu de 40 horas, nos três dias de Carnaval. Mas novas referências ao Carnaval de Torres só a partir de 1885, com a edição do primeiro jornal local. Durante muitos anos o Carnaval limitou-se aos bailes e récitas nas colectividades e em casas particulares, quase sem animação de rua. 

Entretanto, começam a surgir, no início do século XX, alguns apontamentos de sátira política, uma característica que marcaria para sempre o Carnaval de Torres. Foi, no entanto, com o advento da República que o Carnaval de rua começou a adquirir maior animação. 

Nos anos 20, o Carnaval de Torres conheceu o verdadeiro arranque, com a formação de uma comissão para organizar mais a sério os festejos de rua. 

Os Reis do Carnaval, que surgiram por volta de 1925, e as “matrafonas”, que apareceram talvez em 1926, marcaram em definitivo a história do Carnaval desta cidade.
Em 1931 a Avenida 5 de Outubro conheceu a primeira Batalha de Flores e os carros alegóricos, tendo participado nessa manifestação mais de 3000 pessoas.
Foi a partir de 1960 que o Carnaval de Torres começou a realizar-se regularmente, voltando a demarcar-se dos então existentes pelas suas características únicas. O Carnaval foi-se assumindo cada vez mais como um Carnaval popular e de massas, marcando a diferença em relação aos Carnavais urbanos da época. Prova disso foi a realização do 1.º passeio “auto-trapalhão”, em 1971, onde os participantes tinham de ir mascarados. 

A partir de 1980, o Carnaval de Torres profissionaliza-se e cresce ano após ano, rejeitando figurinos externos e assumindo-se como o mais “Português de Portugal”.

 

 

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Foto

 

Que venha o Carnaval

E pronto, passou o Natal, passou a Passagem de Ano e agora nós, Torreenses, ansiamos pelo fantástico Carnaval de Torres Vedras.

Acreditem que não é apenas aquilo que passa na televisão durante o dia, venham à noite e vejam o quanto é bom!

E sabem qual o tema deste ano? O amor! É verdade, não gosto muito, mas isso não interessa nada!

 

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Irritam-me os das máscaras!

Se há coisa que me irrita profundamente no carnaval, são os mascarados com a cara tapada. 

Eu sei que é normal, que é carnaval e o mais normal é as pessoas andarem com máscaras na cara e ninguém leva a mal e bla bla bla.  Eu nunca tive hábito de o fazer, aliás não me lembro de me ter mascarado uma única vez e tenha tapado a cara. Sou daquelas que gosta de fatos todos bonitos e que não gasto dinheiro a compar fatos mas a faze-los. Este ano é tudo reciclado.

Mas estava eu a dizer que me irrita,mas porquê? Porque esse tipo de mascarados têm por hábito começar a falar connosco, "meterem-se" com as pessoas, ficarem parados à nossa frente a fazer alguma coisa, ou a dizer adeus, e nós ficamos feitos parvos a tentar perceber se conhecemos a pessoa ou não. Porque no meio de tanta gente por mais impossível que pareça, conseguimos encontrar sempre muita gente conhecida. Mas pronto, não é que eu tenha medo das máscaras, porque não tenho, quer dizer, tirando aquelas máscaras ao estilo Scary Movie, porque dessas só não fujo a sete pés porque não tenho espaço para o fazer.

 

Mas vá, tirando este tipo de mascarados gosto tanto do nosso carnaval.

 

É sempre bom quando estes se "metem" connosco.

Jantar de Carnaval

E hoje, tal como manda a tradição, é dia de um belo Jantar de Carnaval. Com tudo de bom a que temos direito. Muita comida, bebida, muita música carnavalesca à mistura, dança e espero que não seja também de muita chuva como foi ontem, que cheguei a casa um bocadito molhada. É que todos os anos apanhamos com chuva, e com uma valente constipação. Eu sei que ninguém nos obrigada andar à  chuva no carnaval, mas é só uma vez por ano!
Agora vou mascarar-me e vou para o jantar!

Beijinhos.

 

Ei é carnavau!...

Na verdade ainda não é carnaval mas andamos lá bem perto, faltam precisamente 25 dias para o evento mais esparado para todos os torreenses. E não fosse eu de Torres Vedras para andar a contar os dias.

Eu bem sei que a grande maioria das pessoas não gosta do carnaval, acha-o uma grande palhaçada, e um desperdício de dinheiro e blá blá blá, e não consegue perceber (na verdade nem tentam) o porquê de haver tanta gente a vibrar com o carnaval.

 

Os meus pais não gostam de carnaval, a minha irmã não gosta de carnaval, mas sempre me levaram pelo menos uma vez por ano (de dia claro) a ver o carnaval. Mas sinceramente e por mais estranho que pareça, o que fez com que eu gostasse mesmo do carnval foi a escola. Primeiro porque desde o 5º ano que fazíamos fatos e participavamos no corso escolar e mais tarde, a partir do 10º ano, quando mudei de escola (mesmo no centro da cidade) havia uma dia que não tinhamos aulas (o que era fantástico) e os professores mascaravam-se (e bem porque ficavam irreconhecíveis) e faziam parte de um jurí que avaliava vários sketchs feitos por toda a comunidade educativam e dos quais sairia um vencedor, posteriormente ia tudo para o corso escolar. Era fantástico ver como os professores vibravam com tudo aquilo. Naquele dia não havia professores nem alunos, havia simplesmente pessoas que vibravam com o carnval.

 

Mas continuando, o carnaval de Torres é especial. E porquê?

Primeiro não há cá aquela tradição de convidar famosos ou pseudo-famosos para serem os reis do carnaval, são pessoas da terra, e como no carnaval não faltam matrafonas, claro que a nossa rainha é um homem vestido de mulher. Depois, todos os anos temos um tema fantástico que nos faz andar as voltas a tentar arranjar um fato que seja original, este ano o tema é a televisão. Há também os tradicionais corsos, com os respetivos carros a sartirizarem a política, tudo e todos, as famosas matrafonas em que cada uma é mais arrojada que a outra, e claro, o trio elétrico em que toda a gente anda contente a dançar atrás.

 

É claro que gosto de tudo isto que referi, mas para mim, o que torna mesmo o carnaval tão especial são as noites. E porquê? Primeiro porque temos pelo menos 3 praças com Dj's, depois porque seja novo seja velho as pessoas querem mesmo é divertir-se. E acreditem que há lá muito boa gente pelo meio com os seus 60 e tal anos  a divertir-se. E  por fim, aplica-se perfeitamente a frase "é carnaval e ninguém leva a mal", isto é, levas uma pisadela, tudo bem segue em frente, levas um empurrão? não faz mal foi sem querer. e sei que noutras situações isto é um bom motivo para andar muita gente à pancada. (é obvio que há sempre uma exceção). Escusado será dizer que tanto as praças como tudo o que é rua estão completamente cheias que por vezes quase andamos no ar, mas mesmo assim conseguimos mudar de sítio. E é o que eu mais gosto.

Depois das praças fecharem, ou seja quandos os dj's vão embora, a festa continua com os mais resistentes (até ao meio dia) nas dicotecas que ficam bem pertinho, mas que têm sempre autocarros disponíves de meia em meia hora.

 

No meio disto, há sempre imensos jantares de grupo, ou seja as pessoas entram sempre no carnaval com um grupo muito grande, mas já sabemos que passado 10 minutos já não vemos ninguém a não ser o amigo ou amiga a quem demos a mão para não ficarmos completamente sozinhos. E lá vamos nós sempre a mudar de sítio e mesmo assim encontramos sempre a nossa gente mais tarde no meio da confusão, dançamos um bocadinho, agarramos na mão de quem está connosco e lá vai mais uma voltinha.

 

É confuso, na verdade é muito confuso, mas também é muito bom e quem experimenta adora e volta no ano seguinte.

 

Deixo um cheirinho daquilo que é o carnaval de dia, de noite e posteriormente na discoteca.

 

 

 

 

 O corso escolar

 

Parte de uma noite
Uma das discotecas