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Pimenta na Língua

Tudo sobre alguém que não tem papas na língua

Acho que tenho uma fuga no depósito

Tenho uma sorte descomunal.

Cá em casa, há dois carros: um que é o menino do meu pai e que evito andar com ele, e o outro em que toda a gente pega. Depois há as carrinhas do trabalho.

Ou seja, o carro, em que toda a gente pega, serve para nós cá de casa, mas também é carro de trabalho. O que dá para perceber assim que se entra no carro e se vê o quanto está limpo (não), que passa por obras cheias de pó e também serve de carga a ferramentas e todo o material necessário para trabalhar.

Mas pronto, como não tenho dinheiro para um meu, tenho a sorte de me servir deste, com o gasóleo incluído. E pronto, é aqui que o problema começa.

E qual é o problema?

É que é sempre nas minhas mãos que o carro fica na reserva. E para ajudar ainda mais, parece que tem dia para entrar na reserva, ou há-de ser  à quinta ou à sexta, ali mesmo a bater no fim de semana. Ainda anda a sexta toda, e depois chega à noite, aqui a Rita quer ir para algum lado e aquilo nunca vai muito longe.

Ontem, para variar, fui fazer as minhas horinhas de trabalho e ao vir para casa lá oiço o sinal da reserva pelo caminho. Cheguei a casa, muito séria " oh pai, desculpa, mas muito provavelmente temos o depósito do roto! Há por ali uma fuga qualquer."

Não é uma forma bonita de dizer que o carro está na reserva?

Isto de estar dependente dos outros não dá com nada

Só eu sei o quanto me custa estar dependente do carro do pai/mãe, estar dependente do gasóleo que o carro do pai/mãe tem, estar dependente de quase tudo, quando o que mais queremos é liberdade e estar independente. Agarrar no carro quando bem quero e me aptece, sem ter de pedir autorização, chegar às horas que bem me aptecer, não estar a perguntar se alguém vai precisar da merda do carro.

Preciso mesmo de ir trabalhar fdx.

Ia-me metendo em despesas...

É verdade, ontem tive uma sorte terrível.

O meu cunhado pediu-me para ir buscar a miúda à creche enquanto se despachava. Fui no carro dele porque tinha a cadeirinha. Para que  saibam, o dito cujo tem uma folga de todo o tamanho no travão de mão. E o meu páteo pelos vistos, perto do portão e onde o meu cunhado deixa o carro tem uma inclinação (algo que desconhecia até hoje). Cheguei, estacionei, travei (pensei eu) tirei a miúda e fui toda contente para dentro de casa.

Passados 5 minutos, oiço o meu pai a rir e chamar-me:

"Rita, vem ver onde deixaste o carro".

Lá fui eu toda contente à espreita com a criança ao colo, e o que vejo? O carro, de marcha atrás, a sair do portão muito devagarinho. Já estava mesmo a entrar na estrada. E melhor, foi mesmo habilidoso, passou mesmo a um palminho de distância do  portão! E claro, tive a sorte de o meu pai ver a tempo e antes que lá viesse um  carro.

Conclusão: O cunhado foi logo afinar aquilo

 

Por momentos senti que ia morrer.

Se há sítios por onde eu sempre tive medo de passar e nunca gostei de passar, foi por linhas de comboio. Seja de carro, a pé ou de bicicleta. Mas de carro então, ainda tenho mais medo.

Eu sei que há uma canceça que baixa, que há luzes que acendem e apagam e uma campaínha que faz um aparato degraçado quando o comboio se aproxima, mas nem assim consigo deixar de ter medo de lá passar. Na verdade todo o esse mecanismo pode avariar correcto?

Mas pronto, ontem tive de sair e no percurso que eu ia fazer, iria passar por duas linhas de comboio.

Ao aproximar-me da linha, ia a pensar no quanto odiava ter de lá passar, e não sei porquê, assim que estava a passar a linha, consigo ver que alguma coisa lá estava a passar (provavelmente um outro carro a passar na estrada ao lado). Eu só sei que naqueles breves segundos em que passei a linha, parece que ia ser albarroada por um comboio. Escusado será também dizer que o meu coração ao bater tão depressa quase me saltava do corpo e que não sei como é que não me deu um ataque e fui a conduzer durante um bom tempo super nervosa.

Portanto, vejam como é que eu ando. Nervosa, ansiosa e completamente doida.

O Natal está aí à porta #1

E eu era a pessoa mais feliz do mundo se chegasse à garagem e tivesse este menino com um laço gigante à minha espera!

Pensava que o meu amor por minis já não podia crescer muito mais, até meter os olhos em cima do novo mini de 5 portas, que é lindo de morrer.

Ja andei pelo site uma data de vezes a criar um que me preencha, e aqui está ele. 

Pode sair um igual ou parecido a este cá para casa se faz favor!

 

 

Que grande aventura

Eu sabia que tinha o carro na reserva, mas também sabia que estava atrasada para um jantar e pensei "ah e tal não vou para longe, meto gasóleo amanhã". Até aqui tudo bem.

Começou a chover. Coisa pouca.

Até que pensámos que seria boa ideia ir até uma festa de marisco bem conhecida e eu lá me lembrei do gasóleo, e o querido namorado disse que dava para ir e metíamos gasóleo lá. Ok, tudo bem, mas eu tenho um medo desgraçado de andar com o carro na reserva lá fui a medo.

Entretanto passadas umas horas começou a chover, e já não era coisa pouca e pensámos vir embora e ainda andámos imenso tempo de baixo de chuva e tivemos a sorte de entrar no carro e só depois começar a chover torrencialmente e a trovejar.

E claro, precisávamos de ir a uma bomba de combustível que por acaso não tinham serviço de multibanco. Até aqui muito bem, não fosse a chuva começar a ficar cada vez pior, não dar para ver a estrada e parecer que estávamos num rio. Até as tampas de esgosto, pareciam não exixtir e saíam coisas de água de baixo da estrada tipo repuxos bem grandes.

Não imaginam o medo que tive. Nunca tive tanto medo a conduzir como ontem. Imaginava chegar a uma qualquer parte da estrada e não conseguir passar de tão alagada que estava, imaginava ficar sem gasóleo no meio daquele rio, o carro derrapar para um lado qualquer, passar por cima daqueles repuxos que saíam do chão e lixar o carro todo, ou tentar dexviar e me espetar contra qualquer coisa, enfim. Só sei que dei por mim e já estava a tremer e teve de passar o rapaz para o volante.

E pronto, lá conseguimos chegar a terra menos chuvosa, parar na bomba de combustível aberta 24 horas e seguir caminho, e claro um caminho muito mais tranquilo e com menos perigos.

Fiquei parva com o estado em que fiquou aquela terra em tão poucas horas. E eu que dizia que gostava de conduzir à chuca, acho que não sabia o que era conduzir com chuva mesmo a sério, e o pergio que isso tudo implica. Parecia uma cena de filme.