Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Pimenta na Língua

Tudo sobre alguém que não tem papas na língua

Filmes que tenho visto #12

-The Theory of Everything-

 

ou em Português, A Teoria de Tudo do realizador James Marsh e baseado numa história verídica.

Remete-nos para o ano de 1963, onde Stephan, um estudante de Comologia em Cambridge, contribui para a evolução da ciência e dá grandes progressos na contribuição da explicação do Universo. Até aqui, vivia para apenas para a ciência, até conhecer uma jovem estudante de artes, chamada Jane e pela qual se apaixona. Tudo parecia correr bem para Stephen, um jovem saudável até então, que aos 21 anos de idade descobre que sofre de uma doença grave, incurável, que ao longo do tempo fará com que vá perdendo as capacidades motoras, deixando-o limitado a nível da fala e de movimentos.

 

Já andava a algum tempo para ver o filme, ouvi falar maravilhas, vi as entrevistas da "verdadeira" Jane e decidi ver. E pronto, admito que fiz um esforço para não chorar com a grande lição de vida que o filme me deu.

Eu disse, pois disse

Eu tinha dito que ia fazer dieta. E ainda hei-de vir a fazer. Mas ontem, tive a infeliz ideia de me enfiar no shoping. E este shoping, no que toca a crepes de chocolate é assim qualquer coisa de maravilhoso, e claro, não resistir.

Eu disse que ia fazer dieta, aliás, não é bem dieta, é comer apenas melhor e deixar as porcarias de lado. E acho que amanã é o dia!

Só preciso é de coragem para esta luta.

A coragem de emigrar

aqui tinha dado a minha opinião acerca da dificuldade em arranjar um emprego nos dias de hoje no nosso país e da grande possibilidade de ter de emigar, sem ter qualquer vontade de o fazer.

A carta que o escritor João Tordo escreveu ao seu pai, fez com que voltasse a refletir sobre o assunto, tendo em conta que também não tenho emprego, que o meu país não me dá a oportunidade de trabalhar na minha área, e pelos visto em qualquer outra área e também porque conheço quem o tenha feito e de ânimo muito pesado.

É preciso coragem, muita coragem para partir por tempo indeterminado para um país emprestado, que desconhecemos, fazer dele o nosso país, deixando para trás casa, família e amigos.

Estava eu a tirar a minha licenciatura quando o meu namorado teve de ir com os pais para fora, precisamente porque tinha terminado os estudos e não tinha conseguido trabalho, os pais já tinham tomado essa opção e era insustentável ele ficar cá sozinho. E assim foi.

Todos sofreram, sofreu quem foi e sofreu quem ficou. Sofreram os pais porque deixaram cá a família, a casa, amigos e sobretudo porque viam o filho a sofrer por também deixar cá a namorada e os amigos. Sofreu o filho porque tinha cá a namorada, os amigos e lá só tinha a família. E sofri eu porque de repente não tinha o meu maior apoio comigo. Ele esteve sempre, embora do outro lado do telefone, do outro lado do computador. Mas foi tudo tão difícil. O que é certo é que passado uns meses ele já cá estava e com um emprego, e felizmente continua a estar.  Mas os pais e o irmão lá estão. E ele continua a sofrer, desta vez não sofre com a falta dos amigos, nem devido à namorada mas sofre com a falta da família.

Passados 3 anos tudo se mantém e se há coisa que me custa, embora não o demonstre muito é vê-los partir depois de umas férias cá. Custa porque sabemos que mal saiem de cá já estão a contar os dias para voltar a abraçar o filho, ver a restante família e olhar o mar.

Felizmente eu ainda cá estou! Ainda não ganhei essa coragem, talvez por ainda estar nesta situação apenas à 2 meses (que ja parecem uma eternidade), mas sobretudo porque ainda me encontro em casa dos meus pais e são eles que me metem a comida na mesa e me dão a possibilidade de cá estar. Um grande obrigada a eles por isso!