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Pimenta na Língua

Tudo sobre alguém que não tem papas na língua

Taxistas, os xicos espertos!

É  verdade, não tenho outro nome para os Táxistas. Bem sei que não são todos iguais, mas infelizmente, todos os que me passam pela frente devem ter tirado a carta no mesmo sítio e após a carta devem ter tirado umas quantas formações de Xico-espertismo para Taxistas.

Hoje de manhã, estava eu há imenso tempo parada numa fila enorme, todos os condutores esperavam para conseguir entrar na estrada e começo a ver um Xico Esperto Táxista a vir por ali a fora em sentido contrário, convicto de que passaria à frente de todos os outros e que entrava na estrada. Enganou-se, claro. Encontrou um veículo a vir de frente, teve a sorte de conseguir encostar perto de uma garagem e voltou a enfiar-se na estrada, na esperança que alguém o deixaria entrar e acabou por ficar parado em sentido contrário novamente. Claro que ali ficou uma data de tempo até ter a sorte de alguém o deixar entrar, e parece que demorou porque conforme não o deixei entrar, outros tantos que estavam atrás assistir também não deixaram.

Depois ainda reclamam quando circulamos na faixa do Bus.

Xicos Espertos!

 

Motas o quanto vos odeio!

Tenho uma relação de amor e ódio por motas. Quer dizer, pensando bem, nunca poderei chamar de amor, mas sim de alguma afinidade. Porquê afinidade? Porque gosto de as ver, gosto de dar um passeio devagarinho e até admito que não me importava de ter uma que não andasse muito, para ir até à praia e dar uns passeios curtos.

Mas depois, entra a parte do ódio. Porque tenho plena noção de que as motas matam. E não me venham cá com coisas que são muito bons a conduzir e que têm todo o cuidado e mais algum, porque todos sabemos que não somos só nós que andamos na estrada, há gente sem respeito pelos outros e por si próprio e que se mete ao volante com álcool, drogas, sono e até cansaço, e todos sabemos também que é o suficiente para provocar um acidente. Pois, e o pior é que nas motas não há cá chapa para almogar nem airbags para abrir, o airbag é mesmo o nosso corpo. E é disso que eu tenho medo.

O meu namorado comprou uma mota à algum tempo. Não imaginam o quanto eu pedi para ele não comprar o raio da mota e os cenários que eu lhe mostrei para o demover, mas não valeu de nada, e portanto aqui ando eu de coração nas mãos cada vez que sei que pega na mota. Há dias em que  eu vou atrás dele de mota. Aí nem se fala, deixo-me ir bem devagar, faço de propósito para os carros me ultrapassaram só para não ir atrás dele com medo que ele me caia à frente, que eu assista e tenha um ataque de pânico. E claro está, já houve pelo menos duas vezes que me vem dizer que caiu.

E ontem foi uma delas. Mas desta vez deixou-me de coração nas mãos ao ligar-me e a pedir para eu o ir ajudar e ir lá ter.

Na verdade, eu não precisava de lá ter ido ter porque até foi perto de casa e ele lá conseguiu ir com a mota engatada até casa e eu atrás dele. E claro que a mota não estava em condições, ainda tive a oportunidade de o ver quase a cair mais uma vez ao chegar perto de casa.

Então não é que um gajo daqueles estava todo coxo, e com o depósito da mota todo amachucado e sei lá  mais o quê partido? Eu nem sei como é que o rapaz estava inteiro, aliás, sei, tinha o casaco com as protecções, porque segundo ele, andou não sei quantos metros às cambalhotas! E claro que a enfermeira de serviço teve de ir tratar de todas as feridas quase com buracos que não eram poucas. E sim, ele hoje mal se mexe.

E depois não quer que eu ande de coração nas mãos, quando de vez em quando recebo telefonemas com uma voz horrível e assustada a pedir ajuda!

Motas, odeio motas.

 

 

A estrada

Eu acho que não fiz mal nenhum a alguém, mas parece que quando ando a conduzir toda a gente me quer matar.

Hoje de manhã perdi a conta à quantidade de carros que se atravessaram à minha frente na estrada, ontem perdi a conta à quantidade de carros que se atravessaram à minha frente, e calculo que amanhã a história seja a mesma.

Não vou propriamente devagar, mas também não vou a abrir, o que faz com que qualquer dia eu não tenha tempo de travar a tempo sem bater no paspalho que se tenta meter à minha frente.

Enfim, depois dizem que há acidentes, claro que há, as pessoas não têm calma, logo não os previne!

 

Que grande aventura

Eu sabia que tinha o carro na reserva, mas também sabia que estava atrasada para um jantar e pensei "ah e tal não vou para longe, meto gasóleo amanhã". Até aqui tudo bem.

Começou a chover. Coisa pouca.

Até que pensámos que seria boa ideia ir até uma festa de marisco bem conhecida e eu lá me lembrei do gasóleo, e o querido namorado disse que dava para ir e metíamos gasóleo lá. Ok, tudo bem, mas eu tenho um medo desgraçado de andar com o carro na reserva lá fui a medo.

Entretanto passadas umas horas começou a chover, e já não era coisa pouca e pensámos vir embora e ainda andámos imenso tempo de baixo de chuva e tivemos a sorte de entrar no carro e só depois começar a chover torrencialmente e a trovejar.

E claro, precisávamos de ir a uma bomba de combustível que por acaso não tinham serviço de multibanco. Até aqui muito bem, não fosse a chuva começar a ficar cada vez pior, não dar para ver a estrada e parecer que estávamos num rio. Até as tampas de esgosto, pareciam não exixtir e saíam coisas de água de baixo da estrada tipo repuxos bem grandes.

Não imaginam o medo que tive. Nunca tive tanto medo a conduzir como ontem. Imaginava chegar a uma qualquer parte da estrada e não conseguir passar de tão alagada que estava, imaginava ficar sem gasóleo no meio daquele rio, o carro derrapar para um lado qualquer, passar por cima daqueles repuxos que saíam do chão e lixar o carro todo, ou tentar dexviar e me espetar contra qualquer coisa, enfim. Só sei que dei por mim e já estava a tremer e teve de passar o rapaz para o volante.

E pronto, lá conseguimos chegar a terra menos chuvosa, parar na bomba de combustível aberta 24 horas e seguir caminho, e claro um caminho muito mais tranquilo e com menos perigos.

Fiquei parva com o estado em que fiquou aquela terra em tão poucas horas. E eu que dizia que gostava de conduzir à chuca, acho que não sabia o que era conduzir com chuva mesmo a sério, e o pergio que isso tudo implica. Parecia uma cena de filme.