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Pimenta na Língua

Tudo sobre alguém que não tem papas na língua

Coisas de sobrinhas

A minha sobrinha, de 11 anos e do meu tamanho (o que não é difícil), pediu-me para a levar à escola para ir ver as notas de final de ano. Claro que lhe disse logo que sim.

Eu, uma miúda porreira, pensando ser uma tia fixe e que a minha sobrinha nunca na vida iria ter vergonha de mim ou algum problema em dizer que sou tia dela, ao chegar ao portão da escola, perto de outra pessoas surpreende-me. Porquê?  "Então? Pronta para ver as nossas notas?". Sorri e disse que sim. Já lá dentro, após ver as dela, e novamente com gente por perto "então vamos embora? ". "Claro que não, tenho de ir ao outro placar ver as minhas notas".

Adoro esta miúda.

 

 

Sair de casa.

Só eu sei o quanto sonho com esse dia que nunca mais chega.

Gostava e precisava tanto de ter a minha própria casinha. Nem que seja um T0, um T-1, acho que até numa garagem com casa de banho me dava bem. O que preciso mesmo, mesmo muito é de sair desat casa, ter o meu próprio espaço, a minha independência e deixar de ter a minha mãe a controlar-me como se eu tivesse 16 anos.

O que é que me falta para isso? Só preciso de um trabalhinho que me permita sustentar sozinha!

Enfim, vida de pobre e de quem não tem tido sorte nenhuma nesta maldita vida. Mas pronto, eu sei que isto vai mudar e que 2015 será o meu anoo. (Pronto, é nisso que eu tenho de acreditar)

 

Parabéns Mana!!

Hoje quem está de parabéns é a minha irmã.

Tem 12 anos a mais que eu, saiu de casa demasiado cedo, quase não me lembro dela cá em casa a não ser as habituais birras, guerras e algumas brincadeiras. Lembro-me do quanto eu gostava que fosse ela a ir buscar-me à escola para passar o resto do dia com ela, recordo-me dela a vir-me buscar para ir para a praia para aproveitar o máximo de tempo possível, lembro-me de ela ir querer ter com as amigas e a minha mãe me mandar atrelada a ela, e de ela me obrigar a saltar um muro para ir-mos para uma piscina de alguém que não estava em casa, quando os pais iam sair deitava-me com ela e fatava-se de ralhar comigo porque eu só adormecia com  as pernas dobradas e não parava quieta. Lembro-me de tanta coisa boa, mas também me lembro de levar umas boas palmadas. 

Tenho a melhor irmã do mundo, e sinceramente acho que ela não sabe disso, não me lembro de lhe ter dito. Demonstro-o com vários gestos, de várias formas, mas por palavras não me lembro.Tenta me ligar todas as horas de almoço, falamos de tudo e mais alguma coisa, e se há pessoa que melhor me compreende é ela. Quando lhe ligo e vê que não consigo falar já sabe o que se passa, percebe perfeitamente a relação de amor-odio que tenho com a minha mãe e é a única que sabe aconselhar, que sabe o próximo passo e aquilo que hei-de esperar.

E depois, deu-me o que tenho de melhor do mundo: as minhas sobrinhas, os meus amores.

Obrigada mana, és muito.

Parabéns à sobrinha mais velha e fofinha da minha vida!

Faz hoje 11 anos que fui Tia pela primeira vez. Tinha 14 anos, eu sabia lá o que era ser tia, o que isso ia implicar e o quanto maravilhoso viria a ser. Confesso que tinha ciumes enquanto ela andava pela barriga da mãe nos primeiros meses. Depois lá comecei a perceber que até era engraçado comprar roupinha bonita e ver a barriga da minha irmã a crescer.

Até que ela veio cá para fora. Aí sim, descobri o amor.

Lembro-me da minha irmã pedir para pegar nela e eu ter uma vontade enorme de o fazer mas dizer que não com medo de a magoar de tão pequenina e frágil que era.

Hoje tem 11 anos, está do meu tamanho e não me parece que vá ficar com metro e meio como a mãe e a tia. De meu não tem muito, só o mau feitio, que talvez seja o pior, mas isso ninguém precisa de saber. 

Muitos parabéns princesa. Obrigada por me fazeres tão feliz!

É natal, é natal...

Ainda não é mas está quase.

Para mim, assim que termina o verão começo a pensar logo no natal. Sim, adoro receber prendas. Mas não, não recebo muitas, por pena minha.

Mas muito mais que prendas o que me dá mais gozo no natal é ter a família reunida à mesa. Gosto tanto de ver a minha gente sentada à mesa sem pressas, sem problemas, apenas a saborear cada momento nosso. E desde que as minhas sobrinhas nasceram ainda passei a dar mais valor a isso.

Gosto tanto do Natal!

Digam lá se a minha sobrinha não é a melhor!

Já aqui tinha dito que a minha sobrinha mais velha foi para o 5º ano e para uma escola onde eu já andei, aprendi muito, fiz muitos amigos e me diverti imenso. E claro, também onde já comi os melhores croissants com chocolate!

Um dia lá estava ela toda nervosa a perguntar-me coisas sobre a escola e eu lá lhe falei que me sabia muito bem de vez em quando no primeiro intervalo comer uns croissants de chocolate quentinhos e maravilhosos. E claro, para ela um dia experimentar (mas não abusar).

Então não é que a miúda ontem  me apareceu em casa com um para mim? "Olha Tia comi um e trouxe outro para ti para veres se é igual e matares saudades!"

E sim, eram os mesmos croissants, e que saudades daqueles tempos me deram.

 

Tenho ou não tenho razão? Esta miúda não é um amor? Claro que adorei o miminho mas fiquei anda mais feliz com o gesto da minha menina!

Férias, aqui vou eu!

Afinal vou! A querida da minha irmã decidiu esperar pela minha entrevista, e em vez de termos ido ontem vamos hoje, logo depois da entrevitas? Digam lá se também não querem uma irmã destas?

E pronto, agora, resta-me uma entrevistas e uma longa viagem pela frente!

Beijinhos e abraços a todos e até domingo, porque até lá, não sei se consigo actualizar o blog!

 

 

Mágoa

Nos últimos meses, só eu sei o quanto me tenho sentido mal por ainda estar a viver nesta casa, a dos meus pais.

Por mais que tente explicar, não consigo transmitir aquilo que é viver aqui, nem a relação com a minha mãe. Ou estamos muito bem, ou estamos muito mal. O problema maior, é que em 7 dias, estamos um ou dois dias bem. Os restantes dias são passados a discutir, a ralhar, com insultos e choro (meu) pelo meio.

A única pessoa que consegue perceber realmente aquilo que eu sinto é a minha irmã. E porquê? Porque já passou pelo mesmo, mas na altura dela (temos 12 anos de diferença) conseguiu arranjar um trabalho e sair de casa, e não precisou de aqui ficar até aos 25 anos, como eu.

Mas no meio disto tudo, até aqui, tenho tido alguma compreensão do meu pai.

É que assim que a mulher (leia-se minha mãe) começa a resmungar comigo, pois o problema sou eu, eu olhava para ele, encolhíamos os ombros e ambos pensávamos que era mais do mesmo e eu aí consigo ficar calada.

Mas quando estou apenas com ela, o caso muda de figura, não consigo calar-me. Eu juro que tento, mas ela sabe como me tirar do sério e ainda faz pior para eu abrir a boca. Se há coisa que me irrita, é que ela me venha com conversas a dizer que esteve a falar de mim (mal, claro) a não sei quem e que essas pessoas dizem que ela deve fazer isto ou aquilo comigo. Como se eu fosse algum bebé ou mesmo ela não tivesse criado outra filha. Mas desde quando é que as pessoas têm de opiniar acerca disso? Claro que tudo o que vem de fora e opina acerca da minha pessoa me faz passar dos carretos e foi isso que aconteceu. Exaltei-me. É claro que isso me cai sempre mal. Isso, e ela perceber que o meu pai se está a aproximar e el começar a resmungar comigo para ele ouvir e ficar a pensar que eu só faço merda.

Mas como é óbvio a paciência começa a esgotar-se e claro que o meu pai já está a ver que este mau ambiente e discussões não vão parar tão depressa e decidiu dar um pouco de razão à minha mãe em plena discussão, apenas para acabar com aquilo e ela ficar feliz. Eu sei que devo ficar calada, eu sei que só faço pior, mas se me calar, ela nunca vai perceber que ela não é a única a não concordar com certas coisas, e que eu não sou a única a fazer merda, e que ela também me passa a vida a magoar.

O pior, é que magoou-me tanto ouvir o meu pai a falar assim, que lhe respondi também e saí dali disparada.

 E claro, conforme fiquei magoada com ele, ele ficou comigo, e não foi pouco.

Com a minha mãe as discussões são o prato do dia, passados 10 minutos ela já não se lembra de nada (o quanto isso me irrita) e ele não. Pode passar o tempo que passar que ele não esquece.

Já foi na segunda, hoje ainda não consigo olhar para os olhos dele. Consigo sentir ao passar por ele o quanto está chateado, magoado e triste comigo. Eu, aquela que ele assim que vai "picar" a minha mãe, por baixo da mesa me dá um toque com o pé para eu estar atenta. Eu, a única que consegue perceber quando ele está a ser irónico para alguém, que fala "sério" com as pessoas e só eu percebo que é gozo. Agora  sento-me ao lado dele na mesa e nem para mim olha...

Acho que só mesmo ele consegue imaginar o que isto me custa, porque acredito que também sente a falta de toda a nossa cumplicidade.

Curtir a vida

Ainda ontem vim da Praia da Rocha, e já me aptece voltar para lá novamente. Quando estamos de férias, é tudo uma grande maravilha, eu e a minha mãe damo-nos muito bem. Mas depois, chegamos a casa e voltamos ao mundo real, ao mundo das discussões, de estar sempre tudo mal feito, de eu ficar a dormir mais 5 minutos que devia, e tudo e mais alguma coisa. E depois, temos uma sobrinha que nos acorda ainda antes das oito da manhã a dizer "Tia, vamos curtir a vida". Eu adoro curtir a vida, mas também adoro curtir o meu sono na minha cama sem ser acordada aos berros.

Por enquanto, sei que isto vai continuar até arranjar um trabalho.

Parabéns Princesa!

A minha sobrinha mais nova está de parabéns, comemora hoje o seu 2º aniversário. E a minha irmã e o meu cunhado também, pois está claro, que são eles os responsáveis por terem trazido uma bebé linda à família, e com ela trazer ainda mais motivos para sorrir e claro, para vir infernizar um bocadinho a vida da irmã que já vai com 10 anos e já estava um bocadinho mimada de mais.

Eu, que já não me lembrava o que era ter um bebé na família, aquela coisa de ter acompanhado a gravidez e alegria de saber que ela já cá estava fora, e eu longe, que só a consegui ver 3 dias depois foi assim qualquer coisa de maravilhoso. Sou a tia mais babada do mundo, e cada palavrinha nova, cada etapa nova, faz-me babar ainda mais. O que eu gosto de ir buscar aquele cagalhãozito à escola e que ela venha a correr para o meu colo, ir para o jardim passear.

Muitos beijinhos e abraços apertadinhos vai levar aquela miuda logo à noite, mas o mais sentido de certeza que vai para a mana, por me ter dado estas duas maiores alegrias da minha vida, que farei sempre tudo por elas.