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Pimenta na Língua

Tudo sobre alguém que não tem papas na língua

Dos exibicionistas!!

Acho que não ria com as desgraças dos outros como ri no domingo passado há imenso tempo!

Em plena A8, com o céu a ameaçar chover e bem,  passa um desgraçado a armar-se em bom num descapotável. O carrito não valia nada, mas era motivo de orgulho do dono que lá ia sentado de cabelos ao vento. Começou a chuviscar, mas como o moço no seu descapotável não devia conseguir ver o céu, não percebeu que a chuva ia cair forte e feio, e lá continuou com a sua vaidade. O senhor meu pai, gozão como é, não evitou comentar algo como "devia forrar-se a chover antes de ele fechar a capota". Pois que foi ele a acabar de falar e começa a cair uma chuva tão forte, que nós, de limpa vidros no máximo, estávamos a ver com dificuldade. Claro que apesar de toda a dificuldade em ver, andei a fazer malabarismo para observar o gajo a conduzir completamente encharcado e a parar na berma para fechar a merda da capota que só fechava com o carro parado.

Foi a comédia em plena autoestrada, parece uma anedota, mas é real.

De uma gripe valente o homem não se deve ter livrado e o interior daquele carro também deve demorar uns dias a secar!

Ginecologia, pipis e médicos!

Não sei  se preferem que chame pipi, vagina ou outra coisa qualquer, acho que me vou ficar pelo pipi, não vá alguém ofender-se se me sair da boca para fora a palavra cona. (Não é bonito uma mulher falar em conas, eu sei, não se preocupem, estava só a meter veneno.)

Agora indo directamente ao assunto.

Não me venham cá com merdas, eu sei que é normal, que todas as mulheres vão ao ginelocologista(se não vão minhas meninas deviam ir) e que os Srs Drs. já estão fartos de lhes ver passar pipis ou o que lhe quiserem chamar pela frente (mais precisamente pelas mãos e pelos olhos). É o que eles fazem todo o santo dia: ver senhoras a abrir pernas à frente das suas cabeças, tiram umas amostras, mandam para análise e outras tantas coisas. Mas o prato do dia é ver pipis, esse não passa por lá sem ser analisado.

Mas os pipis das outras não me interessam, muito menos quero saber se os médicos estão habituados a que lhe passem 5 ou 50 pipis pela frente. Eu cá não gosto nem me sinto bem em lá ir e pronto.

Só sei que não mudarei de opinião tão depressa:

 - Não há coisa mais desconfortável do que ter que abrir as pernas para o médico!!

Há gente muito esperta

Há um senhor que caminha para a idade da reforma, o que quer dizer que tem idade para ter juízo, que me irrita profundamente nas aulas de espanhol. O raio do homem, meteu na cabeça que eu me dou ao trabalho de ir trocar a cadeira dele por uma que baixa sozinha quando vamos para o intervalo. Eu que não tenho com que me chatear e até tenho a chave da sala para lá ir no intervalo. Enfim...

Ontem tivemos teste, e o professor tinha dito que num exercício iria colocar parte da letra de uma música de Pablo Alborán para que ouvíssemos, e posteriormente completássemos sem erros. E deu a dica de três músicas que poderiam sair. O senhor virou-se para mim e no gozo diz "ah e tal a colega agora vai a correr para casa decorar as letras". Fingi que não ouvi.

Hoje foi dia de teste. Ele estava a arrumar a papelada dele e eu vejo 3 folhas impressas, em cada uma a letra das músicas que poderiam sair (depois era eu que ia estudar a letra). Tive mesmo, mesmo para mandar uma boquinha, mas calei-me. O professor comela a meter a música mesmo antes de dar o teste para ver se o som do pc estava bom, e o homem teve a lata de se virar para mim e perguntar qual era aquela música. Esperto. Respondi-lhe que não sabia e ainda lhe disse "tem aí a letra não é?". E acreditam que o parvo disse que não? Mas claro que esta gente tem toda sorte e alguém disse em voz alta qual era a música e lá foi ela à pressa meter a folha dentro do caderno para a vir a espreitar mais tarde. 

E depois são os novos que copiam, fazem batota, faltam ao respeito e mais não sei o quê.

Ainda lhe fiquei com mais azia.

Conversas de autocarro

Se há algo de que tinha realmente saudades dos tempos de andar de autocarro, eram as famosas conversas a que temos acesso quando nos esquecemos dos phones em casa.

Tendo em conta que agora tenho a oportunidade de andar várias vezes de autocarro, bons momentos estão sempre a acontecer, desde ter senhoras empoleiradas no meu banco para ouvir a conversa que estou a ter com a minha colega, a pessoas que se atrasam para apanhar o autocarro e começam a correr na rua e acabam a mandar o motorista para um sítio que nós sabemos e depois claro, as discussões ao telemóvel, que para mim, é o melhor.

Esta semana deparei-me com um grande chato no autocarro, um daqueles matulões que entra com uma música irritante e bem alta a tocar no telémovel e que não tem a capacidade de perceber que incomoda as outras pessoas e vai toda a viagem com aquela porcaria ligada. Mentira, toda a viagem não, porque a música pára quando o telemóvel toca e é aí que começa a parte engraçada da história.

Ora então cá vai. O rapagão, ainda na fila para entrar para o autocarro cumprimentou um outro que lhe pergunta se ele já está a trabalhar, ao que ele responde qualquer coisa como "olha trabalho ainda nada". Entramos no autocarro, e ele  lá mete a música no telemóvel. Não tivesse ele o ar de mau que tinha e eu tinha-lhe pedido para desligar aquela porcaria que me estava a incomodar a mim e a toda a gente que ia no autocarro. Passado um bocado o telemóvel toca, e como era de esperar vindo de um corpanzil daqueles, a voz também era grossa e bem alta, o que permite que toda a gente possa ouvir uma conversa interessante como aquelas:

Matulão: Olha vou aí ter contigo agora, estás pronta?

(...)

Matulão: Não estás? Quer dizer, saí eu do meu trabalho de propósito para estar contigo e tu fazes-me estas merdas!!

(...)

Matulão: É, sou sempre eu. Eu faço sempre tudo e também sou sempre o culpado de tudo. És sempre a mesma merda tu.  Queres queres, não queres não queres não queres.

 

O matulão que entretanto saiu, tinha umas calças lindas, com a cintura a chegar aos joelhos e uns boxers vermelhos ainda mais bonitos e com um grande boneco no rabo! Que relação tão interessante que deve ser aquela e cheia de amor que se tratam tão bem ao telefone e a outra pessoa nem sabe que o raio do rapaz está desempregado e ainda acredita que alguém sai de propósito do trabalho para ir namorar.

 

Ai a formação de espanhol...

Na segunda de manhã lá fui eu sem vontade nenhuma para a minha formação de espanhol.

Correu tão bem e motivada como estou, saio de lá a falar espanhol fluentemente.

Para verem como estou motivada, conto-vos que quando cheguei a casa e olhei para o horário e reparei que hoje não tinha formação ia-me dando uma coisinha má.

Gostei tanto, o professor explica tão bem! =D

 

(Um gato com 32 anos, moreno, uma barba que lhe dá um ar rebelde, um sotaque nortenho que lhe dá todo um charme e de uma simpatia que nem vos conto)

 

O amor

Sempre acreditei no amor. E sempre acreditei que enquanto houvesse amor, nada acabaria.

Posso ter a vida toda pela frente, mas amo como nunca amei ninguém. E tenho comigo (ainda) a pessoa com que sempre sonhei e com que me vejo a viver,  e a ter filhos.

Claro que sei que todas as relações passam por fases boas e fases menos boas, mas infelizmente também sei o que se sofre nessas fases menos boas, principalmente quando o que é melhor para a relação é ir um para cada lado durante uns tempos para refrescar ideias e ver se o coração não se aguenta quando estão um sem o outro. Na esperança de que o amor fale mais alto de ambas as partes.

Mas no meio disto tudo o que é o amor? Esse sentimento que tanto nos faz bem como nos mete a chorar baba e ranho. Não é suposto ser assim. Quando se fala em amor, imaginamos coraçõezinhos vermelhos e cor de rosa, florzinhas e pessoas felizes de sorriso no rosto. Nunca se fala na parte dolorosa, no que se sofre quando percebemos que só amor não é suficiente, quando as pessoas começam a mudar e a ter objetivos e gostos diferentes. Nesse caso, se não soubermos lidar com a situação está tudo estragado. E quando não há aquela conversa? Quando as coisas começam a ficar menos bem e se deixa andar? Aí, quando damos por isso começa a ser tarde.

O amor devia ser algo maravilhoso, mas também consegue ser do pior. É graças ao amor que hoje estou assim, sem vontade de sair de casa, de lágrimas nos olhos, sem vontade de falar para ninguém e só sair de casa e ir a correr para os braços dele. Mas não posso, porque o amor é lixado, e não é possível manter uma relação de pé apenas com uma pessoa. Por isso, aqui fico eu, à espera, à espera que ele se dê conta que não vive sem mim,  que eu não estou aqui para sempre, que por mais que esteja aqui a pensar e a chorar por ele, um dia canso-me, secam-me as lágrimas e o coração começa a bater lentamente, e eu começo a levantar-me. 

Mas até lá não desisto, porque sei que ele me ama, mas que todos temos defeitos, e os nossos infelizmente não sou poucos e eu tenho o problema de dizer tudo o que penso, ao contrário dele, o que faz com que choque. Mas sei que se estamos juntos à uns 7 anos, é porque algo muito forte nos une e sabemos disso, logo não se pode desistir assim.

 

Sempre acreditei no amor. Sempre acreditei que o amor vence tudo, não é agora que vou deixar de acreditar no amor, muito menos no nosso.

Amo-te

O amor é lixado

Só eu sei o quanto te amo, e o quanto te quero na minha vida e que sejamos muito felizes.

Tu não és perfeito, eu não sou perfeita. Mas há situaçoes, acontecimentos, atitudes, coisas que dão cabo de mim. As pessoas mudam, sei que há que saber acompanhar as mudanças, mas há coisas que não são assim tão fáceis de lidar.

Obrigada por me aturares até aqui, sei que não sou fácil, mas neste momento, tu também não tens sido. Há dias que só me aptece desistir disto tudo, mas assim que estou contigo, tenho a certeza que não é isso que eu quero.