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Pimenta na Língua

Tudo sobre alguém que não tem papas na língua

Os velhotes são demais

Sete e vinte da manhã, estou na cama, oiço o meu pai fechar a porta de entrada de casa, passado un segundos pareceu-me ouvir uns "ais".  Assustei-me, pensei que lhe tivesse a dar alguma coisa, mas logo de seguida o ouvi a abrir a porta da oficina o que queria dizer que estava vivo e de boa saúde por que a porta é pesada como tudo. O que fez com que eu pensasse que já estava a querer sonhar. Virei-me para o outro lado e adormeci.

Depois de me levantar, quando procurei o meu pai para lhe dizer que já tinha estado a sonhar com os ais dele, lá começa ele a contar que um vizinho, já com os seus 70 e poucos anos, ao passar de mota aqui na rua, levou com uma carrinha que estava a fazer marcha atrás. Ou seja, os ais que eu estava a ouovir tinham sido reais.O meu pai quando o viu no chão, como é óbvio e apesar de lá estar o senhor da carrinha foi lá acudir e ligar para filha, tendo em conta que os bombeiros já tinham sido chamados. Pelos vistos, o que pareciam ser apenas arranhões nos joelhos, mãos e braços, levaram uma data de pontos. O homem, coitado, em tamanho sofrimento, chamava pela mulher:  "Oh Maria, anda cá se me queres ver vivo". "Oh Manel,  tenha lá calma você não está assim tão mal" remata o meu pai.

 

Estava só a experimentar...

Há pessoas que não têm noção das coisas.

Ontem, agarrámos na mota, e fomos almoçar aqui ao pé da praia. Claro que assim que lá chegámos parámos a mota e fomos um bocadinho para ao pé da praia.

Entretanto, fomos dar uma voltinha a pé, e à medida que nos afastávamos deu-nos para olhar para trás para a mota. Então não é que estava um rapaz, aí dos seus 28 anos feito parvo de roda do bixo?

Não, não estava apenas a apreciar a beleza da mota, estava a mexer em tudo o que era sítio, a ver se o volante virava, até que se mete em cima da mota. Assim que vai com o pé para tirar o descanso, o meu rapaz já a aproximar-se dele lá lhe perguntou o que ele estava a fazer. Querem saber a resposta? "Estava só a ver e a experimentar. Está fixe. É tua? Ah e tal não queres vender?".   Claro que ouviu logo dizer que não era para experimentar nem para vender.

Não consigo perceber, é como é que as pessoas têm a lata de se montarem em cima de motas e dar a entender que as vão roubar sem pensarem que os donos poderão estar por ali.