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Pimenta na Língua

Tudo sobre alguém que não tem papas na língua

Das pessoas e das desilusões

A vida é feita de escolhas.

Não sei quantas vezes ouvi isto, mas que foram muitas foram. E é verdade. A vida é feita de escolhas. Temos que optar em tudo na vida. Seja em que área seguimos no secundário, na universidade, com os amigos...

Eu sempre fui daquelas miúdas que faz tudo pelos outros e por vezes se deixou ficar para trás. Não me arrependo, não quero atirar nada à cara de ninguém, mas é verdade. Sempre tentei ver e fazer os outros felizes, e se eu podia contribuir para isso, contribuía. É assim que me sinto bem. Ou pelo menos, sempre fez sentido para mim.

Os horários do rapaz não são os melhores do mundo, passa a vida a fazer noites, e eu passo a vida a tentar ou passar lá para lhe dar um beijo ou mesmo a fazer companhia para que chegue à meia noite para se vir embora e irmos beber um café. Já cheguei a lá estar umas 3 horas a fazer companhia. Ninguém me obriga, faço-o porque quero, porque gosto de estar feliz e de ver os outros felizes, neste caso, ele. Se está a apanhar seca, se tenho a possibilidade de lhe fazer companhia, se o faço  feliz, por vezes vou.

Eu a minha mãe temos um feitio lixado, quantas vezes não preferi me chatear com a minha mãe para estar bem com ele. Quebrar algumas regras cá de casa, para que não seja a minha relação a ficar prejudicada, mesmo arriscando um mau ambiente cá em casa? Não sei, já perdi a conta.

Cá em casa, ninguém faz nada sem mim. Os recados TODOS que sejam precisos fazer, é aqui a Rita a fazer. Qualquer assunto que seja preciso tratar seja relacionado com a empresa, seja para ir a edp, a pt, aos bancos ou ao supermercado, ou pagar contas, sou eu que faço. E ninguém, dá valor.

Tenho quem me chame bicho do mato (namorado incluído), eu cá para mim penso que ainda deveria ser mais. Quanto mais conhecemos, quanto mais damos a uma pessoa pior é. Quanto mais esperamos de uma pessoa, mais nos desiludimos. Às vezes dou por mim a querer ir daqui para fora, onde ninguém me conhecesse, onde ninguém me desiludisse.

 

Ainda há gente a pedir boleia!!!

Hoje vi uma mulher a pedir boleia.

Quando a vi, lembrei-me de quando era miúda quando ia para a praia com a minha irmã e era comum ver muita gente à beira da estrada de dedo esticado a pedir boleia a quem lá passava de carro ou de camião. Eu até achava piada aquela gente com aspecto de quem acabava de sair da praia e só queria ir para casa tomar um banho. Mas não, a minha irmã nunca deu boleia a ninguém, pelo menos comigo dentro do carro, para que eu pudesse confirmar que realmente a malta da boleia era toda cool.

Apesar de não ter sido assim há tanto tempo, eram outros tempos, em que não se ouvia com tanta frequência falar de assaltos, violações e outros crimes, enquanto que hoje é o prato do dia abrir o noticiário e ver os crimes todos do dia anterior. Se calhar, era mesmo isso, a ausência de tanto crime, que permitia ter confiança nos outros para que esta gente apanhasse e desse boleia. Confiança essa, que nos dias de hoje penso que não exixte.

E hoje, lá estava a mulher, de dedo estendido, a tentar apanhar boleia de alguém, e provavelmente sem pensar no perigo a que estará sujeita.

Quem não pede boleia a desconhecidos sei eu muito bem quem é.

 

Pensando bem, se me aparecesse um destes a pedir boleia, não pensava duas vezes!

 

 

Imagem retirada da internet,

 

Das pessoas sem educação e sem higiene...

Finalmente chegou ao fim a formação do centro de emprego que andava a fazer. Já não suportava estar quase 5 horas fechada numa sala, com pessoas que não interessam a ninguém. Aproveitava-se a formadora, eu (convencida) e mais duas colegas. Os restantes, metiam medo ao susto por todas as questões e mais alguma. Os homens, porque tinham tanta vontade de lá estar como de comer merda às colheres, e as outras mulheres, porque em vez de se comportarem como se deveriam comportar numa formação, achavam que estavam na praça ou num salão de cabeleireiros do mais reles que poderá haver. Posso deixar-vos com um ou dois exemplos: Há quem leve o jornal da região e há quem o peça emprestado em alto e bom som alegando que quer ver os mortos. Há quem leve folhetos de hipermercados e comece a fazer a lista das compras e a colega da frente pergunta se há peixe e carne boa em promoção.

E é isto que a formadora e 3 pessoas que estão interessadas têm de aturar. É triste, todos nós sabemos que estão ali obrigados, mas porra, ao menos tirem partido e aprendam alguma coisa, ou deixem os outros aprender. No final, ainda se queixam que a formadora é assim e assado. Pergunto-me qual será a vontade da formadora de ali estar, sabendo que tem a turma que tem?

Depois, ainda há a parte do trabalho de grupo ou a pares, que é impossível de realizar quando a pessoa com que nós ficamos, assim que abre a boca quase que desmaiamos com o cheiro que de lá vem. Juro que fiquei com quatro pessoas assim, quatro, senhores. Claro que não foram os quatro de uma vez porque se assim fosse não sairía de lá viva.

Terrível, foi terrível a formação!

 

Ah e tal não o reconheci...

Não sei se já aqui disse, mas não no meio da cidade, mas numa terra a 10 km. Sítio esse onde muitas das pessoas se conhecem, aliás, onde as pessoas me conhecem, ou sabem de quem sou filha, como acontece com tanta gente. O que faz com que muitas vezes eu vá na rua ou à farmácia ou onde quer quer seja e me venham perguntar se está tudo bem, ou se os meus pais estão bons, ou como está a saúde da minha avó. E eu, simpática que sou, respondo sempre, mesmo sem fazer a miníma ideia de quem seja a pessoa.

Ontem aconteceu-me algo parecido. Fui ao centro de saúde buscar umas receitas da minha avó, a sair ao mesmo tempo que eu ia um senhor, eu nem tinha reparado nele não fosse o senhor a meter conversa comigo e a cumprimentar-me com dois beijinhos. Logo de seguida argumento "Então está tudo bem consigo? Desculpe, não o estava a conhecer. " Sorriu, respondeu que não fazia mal, continuou com a sua conversa e o à vontade de quem me conhece à uma vida, pergunta pela família e vai cada um à sua vida.

Quem é o senhor? Não sei. Sei que o cunheço, sei que a família o conhece mas não consigo explicar nem perceber quem é o homem.

Não me atirem já com pedras por eu ter cumprimento alguém sem saber quem, que também não é bem assim. Eu conheço, só ainda não me lembro de onde.

 

As aparências iludem

Adoro ir à praia, nem que seja só para ver o que me rodeia na areia.

Por aqui há um homem daqueles viciados em ginásio que parecem armários que frequenta a praia quase todos os dias. O senhor é mesmo grande, traz consigo sempre um garrafão de 5 litros de água, mas hoje que fiquei mais perto, consegui perceber o farnel dele. Ora bem, a água, que já falei,o tupperware com arroz, o frasco de mel e as panquecas.

Até aqui tudo bem, um corpo daqueles não se aguenta só com um iogurte e uma bolacha maria. Mas depois, vai-se a ver, ou a ouvir neste caso, e o senhor também gosta de gozar com aquilo que vê, nomeadamente com um rapaz que por ali andava que ele dizia ser gay. Como é que alguém ousa dizer que o outro é gay, quando tem um corpo que aprece um armário e se deita numa toalha de praia com luas, estrelas e nuvens e tem um telemóvel cor de ROSA?

Really?

Não imaginam o que me ri esta tarde na praia à custa deste senhor e dos seus amigos.

Férias, aqui vou eu!

Afinal vou! A querida da minha irmã decidiu esperar pela minha entrevista, e em vez de termos ido ontem vamos hoje, logo depois da entrevitas? Digam lá se também não querem uma irmã destas?

E pronto, agora, resta-me uma entrevistas e uma longa viagem pela frente!

Beijinhos e abraços a todos e até domingo, porque até lá, não sei se consigo actualizar o blog!